Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, é investigado pelo sumiço de R$ 8 milhões #boato

Boato – Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, é investigado por desvio de R$ 8 milhões da OAB do Rio de Janeiro (RJ).

É sempre assim: na internet, há personagens que volta e meia aparecem em boatos na internet. O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, é uma delas. Aqui, no Boatos.org, o advogado já foi citado como protagonista de histórias (falsas) envolvendo bolsa ditadura, contrato milionário e atentado à Guararapes. No caso de hoje, a história não é diferente.

Um texto que viralizou nas redes sociais aponta que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, está sendo investigado por desvio milionário. A acusação aponta que Felipe desviou a pequena bagatela de R$ 8 milhões e que o procurador da República responsável pelo caso foi afastado. “Bomba: Felipe Santa Cruz é investigado por sumir com R$ 8 milhões da OAB do RJ e caso tem procurador da República afastado”, diz a mensagem.

Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, é investigado pelo sumiço de R$ 8 milhões?

É óbvio que a mensagem não passou despercebida pelas mentes brilhantes da internet. Mas o que nem todos sabiam é que, na verdade, o texto é resultado de muito alarmismo e falta de interpretação.

A própria fonte citada na mensagem que circula online desmente que o presidente da OAB está sendo investigado. Isso porque o site citado como fonte (de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro) afirmava que um dos indicados (e não o próprio) de Felipe Santa Cruz estava sendo investigado.

Por sinal, soou estranho colocar o nome de Felipe Santa Cruz na história, afinal, o fato de ter indicado alguém para determinado cargo e esse alguém ser “investigado” não faz de vocês culpado, na realidade, o nome dele nem deveria aparecer no caso, certo?

Mais uma distorção: centralizar a culpa do caso no “indicado”. Isso porque o grande problema, conforme o que foi indicado pela imprensa, está na empresa contratada pelo órgão para realizar a gestão dos recursos. Nesta matéria, o G1 explica tudo começou quando o fundo da previdência da OBA do Rio de Janeiro contratou uma gestora para investir no mercado financeiro, que investiu em debêntures da Rompro.

Pelo contrato, a Rompro retornaria o investimento em 108 parcelas mensais, entre março de 2016 e 2025. Mas, segundo o fundo, as parcelas não são pagas desde março de 2018. Em 2019, a OAB-PREV entrou na justiça para cobrar o “calote”.

Resumindo: Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, não é investigado e tampouco acusado pelo sumiço de R$ 8 milhões. Isso porque a história não passa de muita alarmismo e falta de interpretação.

Ps.: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo site, Facebook e WhatsApp no telefone (61) 99458-8494.

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