Dilma e Fernando Pimentel participaram de atentado contra Antônio Carlos Jeffery em 1968 #boato

Boato – Em 1968, Dilma e Fernando Pimentel mataram o soldado da PM Antônio Carlos Jeffery com quatro tiros, em SP.

Com a vitória nas urnas e a diplomação do agora presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, falta pouco para Lula iniciar seu terceiro mandato à frente da Presidência da República do Brasil. E os preparativos andam a todo o vapor.

Mas em meio ao processo, as fake news não dão um minuto de descanso. Não só em relação a Lula, mas também ao que ele supostamente representa. Nessa situação,nem as pessoas próximas ao presidente eleito passam impunes, como a ex-presidente Dilma Rousseff.

Confira também: É falso que Lulinha foi preso no Paraguai! Confira o desmentido em vídeo:

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De acordo com uma história que está circulando nas redes sociais, a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel teriam participado do atentado que culminou na morte do soldado da Polícia Militar Antônio Carlos Jeffery, em 1968, em São Paulo. Segundo a publicação, Dilma e Pimentel teriam invadido a invernada do Barro Branco, com um Fusca bordô em alta velocidade e atirado quatro vezes contra Jeffery com um revólver. Ainda segundo a história, Dilma e Pimentel faziam parte da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), que tentavam instaurar o comunismo no Brasil. Confira:

“Hoje completa 52 anos que Dilma Roussef, em 1968, com Pimentel (ex gov MG), e outro terrorista, invadiram a invernada do Barro Branco, chegando ao posto avançado da Escola de Bombeiros, atacando o sentinela Soldado da Polícia Militar de São Paulo,  *Antônio Carlos Jefery*, matando – o, sem chance de defesa, e roubando Sua arma. Impunes, lograram uma vida politica. Ela  chegando a PRESIDÊNCIA da República. Ele governador de Minas Gerais e o outro Ministro … Jefery aos vinte e três anos morreu. Os assassinos recebem pensão milionária do Estado. O soldado recebe pensão de PRAÇA da PMSP Início da madrugada de 20 de setembro, 01h00h, sexta-feira. O “Soldado Aluno” Antônio Carlos desloca-se para a guarita, em substituição de outro colega, que estava de serviço, o também “Soldado Aluno” Dalmiro Della Rosa, com mesma idade de Antônio Carlos, 20 anos. Estava armado com uma metralhadora marca INA, calibre 45, com carregador municiado com 30 cartuchos. O local era distante uns cem metros da Escola, que ficava em uma elevação. De repente, um VW Fusca bordô, em alta velocidade, sem placas, aproxima-se do novato, que tentou pará-lo. Sem pestanejar, fuzilam-no com quatro tiros de revólver. A metralhadora INA e seu carregador foram por eles subtraídos, evadindo-se em alta velocidade. Os assassinos pertenciam ao grupo intitulado “Vanguarda Popular Revolucionária – VPR” que, pelas armas, tentavam instaurar no Brasil um estado comunista.

Era o segundo policial abatido naquele mês. O primeiro, no dia sete de Setembro, em situação similar, fora o soldado JOSÉ CUSTÓDIO DE SOUSA, 27 anos, solteiro, há seis anos na Força Pública, metralhado durante aquela madrugada, quando no serviço de sentinela no prédio do DEOPS Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo, no Largo General Osório, no centro da Capital. Menos de três meses antes, outra vítima, MÁRIO KOZEL FILHO, soldado do Exército Brasileiro, que prestava o tempo de serviço militar obrigatório. Kozel, na madrugada de 26 de junho de 1967, estava de sentinela no Quartel General do II Exército, no bairro do Ibirapuera, na Capital Paulista. Por volta das 04h30, uma camioneta, carregada com 50 quilos de dinamite investiu contra o Quartel do Exército, chocando-se no muro. O motorista, que antes saltara, conseguiu fugir. Com o impacto o soldado Kozel fôra averiguar a situação, tristemente, justamente no momento da explosão, dilacerando e matando o jovem militar. Outros três soldados, também conscritos, ficaram muito feridos na ação da mesma VPR. No dia seguinte, 21 de setembro de 1968, seu corpo foi saudado com 3 salvas, sete tiros cada, por 10 soldados do Corpo de Bombeiros local, ao som da Marcha Fúnebre, sob os acordes da Banda da Instituição.

Às 09h00, o corpo do soldado Antônio Carlos Jeffrey foi colocado no carro nº 105 do Corpo de Bombeiros, com o caixão encoberto pela Bandeira do Brasil, em sua última viagem terrena, com destino ao Cemitério da Filosofia, no bairro de Sabó, também em Santos. A frente do cortejo, batedores da Guarda Civil. As ruas repletas de populares, que se despediam do herói. o silêncio eram suas homenagens. Uma multidão seguia o carro dos Bombeiros. Ao fundo, o som das sirenes das viaturas que acompanhavam o extinto. Chegada ao Cemitério. No entorno do local de sepultamento aproximadamente 1.500 pessoas. Como se observa, os anos 60 e 70 estão repletos de nomes das forças de segurança que foram assassinados por terroristas e guerrilheiros, sendo que o principal nome na Corporação é o Capitão Alberto Mendes Junior. No Exército foram mortos, além do Soldado Mário Kozel Filho, muitos militares. Desconhecidos da nação porque não estão nos livros de HISTÓRIA! Aquela história contada pelos professores doutrinados pelos bandidos desses an os macabros para o povo brasileiro!!! *POR FAVOR BRASILEIROS,  DIVULGUEM/COMPARTILHEM PARA QUE A SOCIEDADE CONHEÇA A VERDADEIRA HISTORIA E QUEM SÃO  OS VILOES*”.

Dilma e Fernando Pimentel participaram de atentado contra Antônio Carlos Jeffery em 1968?

A informação causou um verdadeiro burburinho nas redes sociais, em especial, no Facebook e causou revolta entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Apesar disso, a história não é verdadeira. A explicação fica por conta da falta de provas e do próprio inquérito sobre a morte de Jeffery.

A mensagem é vaga, alarmista e não indica nenhuma fonte confiável. Esses são elementos recorrentes em fake news na internet. Além disso, não há nenhuma notícia sobre o assunto em veículos de comunicação confiáveis.

Nos últimos anos, a ex-presidente Dilma Rousseff se tornou figurinha carimbada em histórias falsas na internet. A equipe do Boatos.org já desmentiu inúmeras delas, como a que dizia que Dilma Rousseff seria a nova presidente da Petrobras do governo Lula. Também a que indicava que o sobrinho de Dilma, Vladimir de Paula Brito, teria sido responsável pelos atos de vandalismo, em Brasília, e, por fim, a que apontava que Lula teria anunciado Dilma Rousseff como ministra da Economia em entrevista ao Flow podcast.

A história de hoje também aponta que o soldado do Exército Mário Kozel Filho também teria sido morto pela VPR de Dilma Rousseff. A equipe do Boatos.org já desmentiu essa história por aqui. Como explicamos naquela oportunidade, Dilma Rousseff, de fato, fazia parte do Comando de Libertação Nacional (Colina), uma organização que reunia estudantes universitários que defendiam ações armadas como forma de libertar o país da Ditadura Militar.

Em 1969, o Colina se uniu com a VPR, criando a Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares (VAR – Palmares). Entretanto, não existem indícios de que Dilma Rousseff tenha participado de ações armadas, muito menos junto com o grupo. De acordo com o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), Dilma participou de atividades clandestinas, mas não se envolveu em ações militares do grupo.

Se isso não bastasse, um artigo escrito por Reinaldo Azevedo, em sua época antipetista, mostra uma lista de pessoas mortas em ações de grupos armados, durante o período da Ditadura Militar. De acordo com o texto, os responsáveis pela morte de Antônio Carlos Jeffery teriam sido: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto e Diógenes José Carvalho de Oliveira. Como é possível ver, os nomes de Dilma Rousseff e Fernando Pimentel não constam no caso Jeffery (assim como não aparecem no caso Kozel).

Em resumo: a história que diz que Dilma Rousseff e Fernando Pimentel participaram do atentado que levou à morte de Antônio Carlos Jeffery, em 1968, é falsa! O texto não apresenta nenhuma prova de que Dilma e Pimentel teriam participado do atentado. Ao procurar por mais informações, descobrimos que três homens são apontados como responsáveis pela ação que resultou na morte de Jeffery. São eles: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto e Diógenes José Carvalho de Oliveira. Além disso, Dilma Rousseff se envolveu apenas em atividades clandestinas do VAR – Palmares, não de ações militares. Ou seja, a história não passa de balela!

Ps: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo siteFacebook e WhatsApp no telefone (61) 99458-8494.

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