Bebê na Turquia nasce com deformações por causa da vacina mRNA contra Covid-19 #boato

Boato – Na Turquia, bebê nasce com malformação por causa de vacina mRNA e oponente turco, ao lado de médicos, denuncia caso.

A Covid-19 ainda parece ser o assunto em alta no mundo da desinformação. Ao longo da pandemia, tivemos algumas etapas em relação às fake news. No início, as histórias buscavam negar a pandemia e culpar a China pela situação. Depois, veio a onda de desinformação sobre supostos tratamentos precoces e, por fim, os ataques às vacinas.

E a história de hoje fala justamente sobre as vacinas de mRNA (Pfizer/BioNTech, Moderna etc). De acordo com uma história que está circulando nas redes sociais, um bebê na Turquia teria nascido com malformação congênita, após a mãe da criança ter tomada uma vacina do tipo mRNA contra a Covid-19.

Ainda segundo a publicação, o oponente turco teria denunciado toda a situação e levado as fotos, que mostram o bebê, para uma emissora de TV na Turquia. Ainda de acordo com a história, o oponente turco teria feito a denúncia ao lado de três médicos que teriam confirmado a situação. Confira:

“Turquia :Aqui está, talvez, o primeiro bebê registrado em vídeo , afetado pela vacina covid experimental, de uma mulher vacinada durante a gravidez , e mostrado ao mundo , conforme denunciado pelo oponente turco ao mostrar as fotos na TV, ao lado de 3 médicos”.

Bebê na Turquia nasce com deformações por causa da vacina mRNA contra Covid-19?

A informação foi amplamente compartilhada nas redes sociais, em especial, no Facebook e está sendo usada por grupos antivacina para questionar a segurança das vacinas contra a Covid-19. Apesar disso, a história não é verdadeira. A explicação fica por conta da origem do vídeo.

Para começo de conversa, basta olhar para a publicação para perceber que ela apresenta as principais características de fake news na internet, como o caráter vago, alarmista, os erros de português e a falta de fontes confiáveis.

Além disso, não faltam fake news que tentam questionar a segurança e a eficácia das vacinas contra a Covid-19. A equipe do Boatos.org já desmentiu inúmeras delas, como a que dizia que japoneses teriam descoberto que nanopartículas mRNA da vacina ficariam no corpo das pessoas e causariam infertilidade. Também a que indicava que todos os animais que receberam a vacina mRNA em estudo teriam morrido após reinfecção e, por fim, a que apontava que a vacina mRNA contra a Covid-19 poderia alterar o DNA e causar danos genéticos irreversíveis.

Ao procurar por mais informações sobre o assunto, não encontramos qualquer relato de que vacinas do tipo mRNA poderiam causar esse tipo de reação. Muito pelo contrário. Pesquisas recentes mostraram que gestantes vacinadas com imunizantes do tipo mRNA (Pfizer/BioNTech e Moderna) conseguiram gerar uma resposta imunológica que foi passada para seus bebês pelo leite materno e pela placenta. Já pesquisadores da Universidade da Califórnia conseguiram identificar que as vacinas do tipo mRNA se demonstraram seguras para as lactantes analisadas em sua pesquisa.

Por fim, as imagens usadas como prova da história, na verdade, não tem nada a ver com as vacinas ou com a Turquia. O vídeo que mostra uma bebê com quatro pernas e três mãos, na realidade, foi gravado em Rajasthan, na Índia. O caso não tem nada a ver com vacinas ou coisas do tipo. Os médicos acreditam que a situação ocorreu, porque a menina, na verdade, era originalmente parte de um grupo de trigêmeos que acabou se unindo no útero. A criança nasceu junto de outro bebê saudável. Os médicos afirmaram que, futuramente, a bebê poderá ter os membros extras removidos por cirurgia.

Em resumo: a história que diz que um bebê na Turquia nasceu com malformação após sua mãe tomar uma vacina do tipo mRNA é falsa! Não existem estudos que comprovem que os imunizantes do tipo mRNA possam causar qualquer tipo de malformação. Além disso, o vídeo usado como prova da história, na verdade, não tem nada a ver com vacinas ou com a Turquia. A bebê que aparece nas imagens nasceu na Índia, após um grupo de trigêmeos ter se unido no útero. Ou seja, a história não passa de balela.

Ps.: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo site, Facebook e WhatsApp no telefone (61) 99458-8494.

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