Marielle Franco estava engajada com bandidos e foi morta por traficantes #boato

Boato – Uma desembargadora descobriu que a vereadora Marielle Franco estava engajada com bandidos. Ela, na realidade, foi morta pelo traficante Thiago Macaco e por Brazão.

Uma vez que já surgiram notícias falsas de todos os tipos relacionadas à vereadora Marielle Franco, assassinada em fevereiro do ano passado, parece que, agora, começaram a “mesclar as fake news” a fim de criar um “fato novo”. É o caso da “denúncia”.

De acordo com imagens que circulam no WhatsApp, uma desembargadora “descobriu” que Marielle Franco estava “engajada com bandidos” e que foi morta por traficantes. A “prova” é um print de uma matéria do site da Veja que teria apontado que a denúncia foi baseada “nos fatos”. Leia:

Desembargadora diz que Marielle ‘estava engajada com bandidos’ Acusação é baseada nos fatos, Marília Castro Neves, RJ, afirmou em comentário que vereadora morta ‘foi eleita pelo Comando Vermelho’ Ela escreveu em seu comentário:

“A questão é que a tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’; ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores”, escreveu a magistrada, que insinuou que a morte da vereadora foi consequência de cobrança de “dívidas”. “Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”, finalizou.

Junto à “denúncia” outras três imagens se espalharam. Uma delas dizia o seguinte: “Acabou o mistério. PSOL se calou. Os assassinos foram os bandidos do tráfico “vítimas da sociedade” que Marielle defendia”. Veja o que falava as outras mensagens:

Marielle ausente!!! (O caso sumiu da mídia comunista). O que matou Marielle. O Assassino foi descobert! Não é PM, não é branco. É ligado ao TRÁFICO. A mídia não fala mais da Marielli. Por que? Marielle foi morta por Thiago Macaco, negro, de origem pobre e bandido. Onde está o branco racista, policial e homofóbico que a esquerda e a Globo inventaram?

Agora que a PF descobriu que o mandante do crime, o ex-deputado Brazão, era ligado ao Cabral, ao PT e as esquerdas, toda a mídia podre, a esgotosfera lacradora e os cães raivosos psolistas calaram a boca e devolveram o cadáver da “ex-ativista” à sepultura.

Marielle Franco estava engajada com bandidos e foi morta por traficantes?

Caramba! Parece que temos alguns “Xeroque Rolmes” que descobriram tudo sobre o assassinato de Marielle Franco. Mas será mesmo que a história procede? A resposta é não. Calma que a gente explica tudo para vocês.

Como falamos anteriormente, a história nada mais é do que um “mix” de diversas histórias já desmentidas por aqui. Para não perder muito tempo, seguem, abaixo, os links dos desmentidos da tese de que Thiago Macaco matou Marielle, que Brazão e que o PSOL se calou. Para mais detalhes, clique nos links abaixo:

Agora que desmentimos “75%” da balela, vamos falar da parte que fala da “denúncia” da desembargadora Marília Castro Neves. De fato, ela falou a informação. Só tem um “detalhe” no print da Veja que muda tudo. A notícia original aponta que ela deu a declaração com “base em fake news”. O print “só” mudou o “fake news” para “fatos”. Dá uma olhada na matéria.

A desembargadora, depois que fez o comentário, se retratou (disse que nunca tinha ouvido falar em Marielle e só se “baseou” na internet), foi processada pelo PSOL e respondeu a processo interno no CNJ. Não é nem preciso dizer que a prisão de dois ex-policiais comprovam que o crime de Marielle não tem nada a ver com o que foi dito no boato.

Resumindo: a história que aponta que Marielle Franco estava engajada com traficantes é falsa. Ela surgiu de um comentário de alguém que “ouviu algo no WhatsApp” e não foi baseada em fatos (ao contrário do que aponta o print). Sobre Brazão e Thiago Macaco, quem acompanha o Boatos.org já sabia que era balela.

Ps.: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo site, Facebook e WhatsApp no telefone (61)99177-9164.

Edgard Matsuki

Jornalista e caçador de falcatruas na internet

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