Intervenção Militar é decretada pelo general Villas Boas e Forças Armadas assumem o governo até fim de 2023 #boato

Boato – O general Villas Boas acabou de decretar intervenção militar, fim dos partidos políticos e que Forças Armadas vão assumir o poder até 31 de dezembro de 2023.

O que não tem faltado é delírio golpista na internet. A última das histórias que tivemos acesso aponta para uma suposta ação do general Eduardo Villas Boas. Um documento de intervenção militar assinado por ele está viralizando em redes sociais e, principalmente, no WhatsApp.

A documento aponta que o “cargo de presidente” está vago a partir de 31 de outubro de 2022 e que as Forças Armadas vão assumir o governo até 31 de dezembro de 2023. Os partidos seriam extintos e políticos e ministros do STF destituídos. Leia o conteúdo do suposto documento:

INTERVENÇÃO MILITAR Forças Armadas do Brasil EXÉRCITO BRASILEIRO REVOLUÇÃO BRASILEIRA Sem maiores transtornos, declaramos vago à Presidência da Republica do Brasil, assim suspendemos o Congresso Nacional e afastamos todos de suas funções de Ministros do Supremo e partir da zero hora na data de 31/10/2022.

Com isso assume o Governo do BRASIL as forças armadas e Junta Militar que governará até o dia 31 de Dezembro de 2023. Desde então todos os partidos são extintos, e é banido definitivamente com legitimidade e ideologias totalitárias. Politicos ativos que não possuam nenhuma restrição de corrupção poderão se associar para uma nova escala de fórmula partidária que será desenvolvida. Fazemos isso a pedido da Nação Brasileira General: Villas Boas

Intervenção Militar é assinada pelo general Villas Boas e Forças Armadas assumem o governo até fim de 2023?

A imagem se espalhou com muita força na internet e, inclusive, enganou muitas das pessoas que estão sedentas por um golpe. Só que é falsa a informação que aponta que o general Eduardo Villas Boas assinou a tal “intervenção militar”.

O histórico recente de fake news sobre intervenção militar já nos deixa desconfiados da veracidade da informação. Não faz muito que desmentimos fake news que apontavam que Bolsonaro havia criado o “Tribunal Constitucional Militar” e de que “foi confirmada a fraude” e ele iria realizar a intervenção militar.

Assim como nos casos anteriores, a mensagem do “documento do general Villas Boas” não passa de um delírio golpista. Primeiro porque não existe nenhum instrumento que permita legalmente uma intervenção militar (nem o artigo 142, como aponta o este texto, permite). Qualquer coisa neste movimento é um golpe e algo inconstitucional.

Segundo porque o general Villas Boas não ocupa mais o cargo de comandante do Exército Brasileiro (ele ocupou o cargo entre 2015 e 2019). Ou seja: mesmo que houvesse um golpe, ele não seria o “responsável” por o dar.

Terceiro porque não há o tal documento em nenhuma fonte confiável ou oficial. Aliás, nem mesmo no perfil de Villa Boas (que publicou uma análise antes das eleições) no Twitter há qualquer manifestação do tipo.

Quarto porque se o documento estivesse valendo, já teríamos Bolsonaro deposto. E, mesmo com o mandatário em silêncio até o momento da produção deste texto, podemos atestar que Bolsonaro continua presidente até dia 31 de dezembro de 2022.

Resumindo: é falsa a informação que aponta que o general Eduardo Villas Boas decretou intervenção militar no Brasil, destituição de políticos e do STF e, ainda, que as Forças Armadas vão assumir o governo até o fim de 2023. O “documento” que circula online é mais falso do que nota de três reais.

Ps: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo siteFacebook e WhatsApp no telefone (61) 99458-8494.

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Edgard Matsuki

Jornalista e caçador de falcatruas na internet