Grupo terrorista planejava jogar bomba em Bolsonaro, mostra vídeo #boato

Boato – Vídeo mostra que homem iria jogar uma bomba em Bolsonaro em Brasília. Plano era colocar mulher de grupo terrorista o provocando para que ele saísse do carro e sofresse novo atentado.

Enquanto não toma posse, o presidente eleito Jair Bolsonaro e sua equipe continuam trabalhando no processo de transição de governo. E foi justamente no “bunker” da equipe de transição que ocorreu uma cena que está gerando discussões na internet.

No dia 20 de novembro de 2018, os xingamentos de, de acordo com informações da imprensa, uma historiadora da Universidade de Brasília (UnB) contra Bolsonaro chamaram atenção e viraram notícia. Alguns dias depois do incidente (que não teve maiores consequências), uma postagem começou a chamar mais atenção ainda.

De acordo com textos que começaram a viralizar no WhatsApp, Facebook e Youtube, os xingamentos eram apenas uma tática para que Bolsonaro saísse do carro para ser atingido por uma bomba. O artefato seria jogado por um comparsa. Leia a mensagem que circula online e assista ao vídeo:

PELO QUE ENTENDI, BOLSONARO CORREU RISCO DE NOVO ATENTADO ! *A chegada de Bolsonaro ao CCBB Brasília foi tumultuada. Historiadora da Universidade de Brasília protestou contra o presidente assim que ele desembarcou no CCBB. Após proferir xingamentos, ela se deslocou até o seu carro e deixou o local.*

*FOI UMA ARMADILHA PARA QUE BOLSONARO SOFRESSE UM ATENTADO, O VÍDEO A SEGUIR REVELA UM TERRORISTA AO LADO DA MULHER TERRORISTA QUE SE DIZ HISTORIADORA PRONTO PARA JOGAR UMA BOMBA, SE O PRESIDENTE DESCESSE DO CARRO*

As universidades federais, especialmente a UNB, como antros totalitários de esquerda, inadmitem a alternância do poder e o uso da violência é a opção pelos marxistas escolhida. O interessante é que, após fazer essa escolha culpa a reação violenta e se diz, hipocritamente, vítima, alegando que estava lutando pela democracia !

Grupo terrorista planejava jogar bomba em Bolsonaro em novo atentado?

Não precisou mais do que o vídeo e o texto para a tese começar a se espalhar por aí. Mas será que a informação que aponta que a mulher fazia parte de um grupo terrorista e que um homem iria jogar uma bomba em Bolsonaro é real? A resposta é não. Vamos aos fatos.

O primeiro ponto que entrega a farsa está no conteúdo. A mensagem segue algumas as principais características de boatos online. É vaga, alarmista, com erros de português e sem citar fontes confiáveis. Já falamos inúmeras vezes (e vamos continuar falando) que é preciso que mensagens assim passem por uma checagem (nem que seja rápida) antes de ser compartilhada.

De cara, resolvemos buscar por mais informações sobre a acusação (das mais graves, por sinal). Como esperávamos não encontramos nenhuma informação confiável que endossasse a tal tese. Não há qualquer investigação, notícia e nada sobre a tal tese. Se existisse algo, com certeza já teria sido descoberto e virado notícia.

A única “prova” é o vídeo mequetrefe que circula online (no naipe daquele que aponta que uma mulher passou a “faca para Adélio” no atentado de Juiz de Fora e acusou inocentes aqui, aqui e aqui). E, ao analisa-lo, é possível ver que ele não tem a mínima lógica (atrair para fora do carro para jogar bomba? Quê?).

É óbvio que não se trata de uma bomba na imagem. O que o sujeito está segurando é uma lente objetiva da máquina fotográfica dele. Pelo cor e pelo tamanho é possível dizer que é uma lente da marca Canon (uma das mais usadas por fotógrafos profissionais) e, provavelmente, da linha L. Neste link, é possível ver diversos modelos de lentes similares ao do vídeo.

Resumindo: a história que aponta que um grupo terrorista queria jogar uma bomba em Bolsonaro é falsa. Alguém pegou um vídeo real, inventou uma história (provavelmente para se vingar da mulher que xingou o presidente eleito) e “jogou na net”. Um típico exemplo de fake news política que atinge “pessoas comuns”.

Ps.: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo site, Facebook e WhatsApp no telefone (61)99177-9164.

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Edgard Matsuki

Jornalista e caçador de falcatruas na internet

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