Brasil entregou jogo contra a Bélgica e vendeu a Copa do Mundo para a Fifa #boato

Boato – Denúncia aponta que seleção brasileira foi orientada a perder o jogo contra a Bélgica pela Copa do Mundo de 2018. Brasil vendeu a Copa para a Fifa.

E lá vem ele… Bastou a bola resvalar no braço do volante Fernandinho antes de entregar no gol do Brasil, Kevin De Bruyne acertar um lindo chute e o Brasil perder para a Bélgica por 2 a 1 para aquele velho texto voltar a circular na internet. O conteúdo da mensagem? Detalhes sobre como a seleção brasileira vendeu a Copa para a Fifa.

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De acordo com a mensagem, foi divulgado o escândalo que todo mundo suspeitava e um jogador (vimos versões com Fernandinho, Marcelo, Neymar, Firmino, Alisson, Miranda e outros) declarou a frase “Se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo, ficariam enojadas”.

Em seguida, o texto fala de valores, pessoas que participaram da trama (nomes como de Roberto Marim, José Maria Marin, Roberto Caboclo, Rhonald Rhovald, Joseph Blatter, Felipão, Tite etc) e aí são citados valores: milhões de dólares, patrocínios etc. E aí chega a ser dito que os jogadores não aceitaram, mas ficaram abatidos a ponto de tomar o gol. Foi difícil escolher uma entre as tantas versões, mas segue o texto aí.

DIVULGADO O ESCÂNDALO QUE TODO MUNDO SUSPEITAVA Talvez, isso explique a razão do jogador Marcelo ter declarado a seguinte frase: “Se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo, ficariam enojadas”. Todos os brasileiros ficaram chocados e tristes por terem perdido a Copa do Mundo de futebol, na Rússia. Não deveriam. O que está exposto abaixo é a notícia em primeira mão que está sendo investigada por rádios e jornais de todo o Brasil e alguns estrangeiros, mais especificamente Wall Street Journal of Americas e o Gazzeta delo Sport e deve sair na mídia em breve, assim que as provas forem colhidas e confirmarem os fatos.

Fato comprovado: O Brasil VENDEU a copa do mundo para a Fifa. Os jogadores titulares brasileiros foram avisados, às 12:00 do dia 6 de julho (dia do jogo), em uma reunião envolvendo o Sr. Rogério Caboclo (na única vez que o presidente da CBF compareceu a uma preleção da seleção), o técnico Tite, e o Sr. Ronald Rhovald, representante da patrocinadora Nike. Os jogadores reservas permaneceram em isolamento, em seus quartos ou no lobby do hotel. A princípio muito contrariados, os jogadores se recusaram a trocar o hexa-campeonato mundial por sediar a Copa América.

A aceitação veio através do pagamento total dos prêmios, US$70.000,00 para cada jogador, mais um bônus de US$400.000,00 para todos os jogadores e integrantes da comissão, num total de US$ 23.000.000,00 vinte e três milhões de dólares) através da empresa Nike. Além disso, os jogadores que aceitarem o contrato com a empresa Nike nos próximos 4 anos terão as mesmas bases de prêmios que os jogadores de elite da empresa, como o próprio Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo e Thiago Silva, também do Brasil.

Mesmo assim, Marcelo se recusou a jogar, o que obrigou o técnico Tite a escalar o jogador Filipe Luis, dizendo que Marcelo estava com problemas na lombar (em primeira notícia divulgada às 13:30 no centro de imprensa) e, logo depois, às 14:15, alterando o prognóstico para caganeira. A sua situação só foi resolvida após o representante da Nike ameaçar retirar seu patrocínio vitalício ao jogador, avaliado em mais de US$90.000.000,00 (noventa milhões de dólares) ao longo da sua carreira. Assim, combinou-se que o Brasil seria derrotado durante a prorrogação, porém a apatia que se abateu sobre os jogadores titulares fez com que a Bélgica, que absolutamente não participou desta negociação, marcasse, em duas falhas simples do time brasileiro, os gols.

O Sr. Gianni Infantino, novo presidente da Fifa, cidadão suíço, aplaudiu a colaboração da equipe brasileira, uma vez que a classificação trouxe equilíbrio à ótima geração belga num momento em que a equipe estava desacreditada. Garantiu, também, ao Sr. Rogério Caboclo, através do ex presidente José Maria Marin, que o Brasil teria seu caminho facilitado para o hexa-campeonato em 2022. Por gentileza passem esta mensagem para o maior número possível de pessoas, para que todos possam conhecer a sujeira que ronda o futebol! Desde, já agradeço, Um abraço. Gunther Schweitzer Central Globo de Jornalismo.

Brasil entregou jogo contra a Bélgica e vendeu a Copa do Mundo para a Fifa?

Sim, amigos. Não estamos aqui apenas para desmentir o boato, mas para avisar que a velha história já esta aí na web. Se você é uma das poucas pessoas que nunca tinha visto esse texto e ainda acha que tem uma chance de a história ser real, temos uma coisa para lhe falar: é boato. O principal motivo que leva a história a ser falsa está na estrutura do texto. Ele sempre segue o seguinte enredo:

1) Um jogador diz que a pessoas ficariam enojadas se soubessem o que aconteceu. 2) Há uma lista de jornais internacionais que já teriam feito a denúncia. 3) Há uma narrativa do momento em que houve a transação para a “venda da Copa”. 4) Fala-se nos valores pago. 5) Há o jogador que não concordou, é substituído, mas depois joga. 6) Narra-se o abatimento do time. 6) É citado agradecimento e é dito que o “caminho está livre na próxima Copa”. 7) Há a assinatura.

Desde a Copa do Mundo de 1998, a mesma história sempre circula (apenas com variações de nomes). Qual é a probabilidade da mesma cena, declarações e fatos se repetirem por tantas vezes? Se você raciocinar vai dizer que é zero. Se você duvida que a história já se repetiu algumas vezes, separamos três para você ver abaixo (a da derrota contra a Alemanha, a da eliminação da Alemanha neste ano e uma sobre a estreia do Brasil).

Ok. Você já sabe que o texto é falso. Mas será que há alguma chance de os jogadores do Brasil entregarem um jogo como esse? A priori, a chance é zero. Vamos racionar algumas possibilidades:

1) Dinheiro: como é sabido (até é alvo de protestos), os jogadores da seleção brasileira são estrelas em nível mundial. Ganham altíssimos salários em seus clubes (na maioria europeus) e sabem que um título mundial rende, além da satisfação pessoal, valorização. Seria burrice trocar um jogo desses por dinheiro.

2) Corrupção da Fifa: também se sabe que a Fifa ganha muito dinheiro com a Copa do Mundo e que nem todo mundo é “santo” na entidade. Porém, uma manipulação de resultados seria um tiro no pé da entidade (e mesmo no de quem deseja lucrar com isso). Se descoberta, uma manipulação deixaria a Copa (ou, se preferir, o negócio) em descrédito. Logo, pararia de dar lucros.

3) Política: muita gente fala que a Copa pode ser utilizada como uma forma para governos “calarem a boca do povo”. Esse tipo de tese beira a ingenuidade por dois motivos. O primeiro é que um Copa não faz o povo aceitar problemas políticos. Só para lembrar: o Brasil ganhou a Copa de 2002 e o candidato da oposição venceu o pleito. Em 2006, 2010 e 2014, o Brasil perdeu a Copa e o candidato da situação havia vencido (algo que também ocorreu em 1998). O segundo é achar que um governo pode “comprar resultados de diversos países”. Haja grana, hein.

4) Uma grande trama mundial: por fim, há quem acredite que tudo é uma grande trama mundial que envolve jogadores, dirigentes, técnicos etc. Vocês acham que se tivesse rolado algo, já não teria vazado? Não há como guardar um segredo que envolve tanta gente assim.

Resumindo: além de o texto (na maioria das vezes compartilhado em tom jocoso) não fazer muito sentido, dá sim para se colocar a mão no fogo e dizer que o Brasil não entregou o jogo contra a Bélgica e nem vendeu a Copa para a Fifa. Se quiser zoar, tudo bem. Só não compartilhe acreditando que é verdade. Se alguém acreditar, envie um link do Boatos.org.

Ps.: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo site, Facebook e WhatsApp no telefone (61)99177-9164.

Edgard Matsuki

Jornalista e caçador de falcatruas na internet

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