Filme Variante Ômicron, O Dia em Que a Terra Virou um Cemitério, foi lançado em 1963 e previu pandemia #boato

Boato – Filme “Variante Ômicron”, de 1963, tem cartaz com frase “o dia que a Terra virou um cemitério” e prova farsa da pandemia.

A variante Ômicron segue causando preocupação entre os especialistas do mundo todo. Desde que a nova variante foi anunciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), novas informações importantes sobre ela vieram à tona.

Por exemplo, a Holanda afirmou que já havia detectado a nova variante no país antes da OMS anunciar o suposto primeiro caso na África do Sul. E no Brasil, casos da variante Ômicron já foam registrados.

Enquanto isso, as fake news sobre o assunto seguem causando desinformação. De acordo com uma história que está circulando nas redes sociais, o filme “Variante Ômicron”, lançado em 1963, teria previsto a pandemia. Segundo a publicação, a frase “O dia que a Terra virou um cemitério” acompanha o cartaz do filme e provaria que a Covid-19 faz parte de uma “grande agenda”. Confira:

“Atualmente ouvimos falar da tal variante Ômicron Tudo uma grande agenda e tiração de sarro com a população Abaixo um filme de 1963 Está escrito acima no cartaz “O dia que a Terra virou/tornou-se um cemitério” SOMOS AS PEDRAS DO TABULEIRO DE JOGO!!”.

Filme Variante Ômicron, O Dia em Que a Terra Virou um Cemitério, foi lançado em 1963 e previu pandemia?

A informação logo ganhou visibilidade em grupos conspiratórios nas redes sociais, em especial, no Facebook. Apesar disso, a história não é verdadeira. A explicação fica por conta da ilação sem lógica alguma.

A mensagem apresenta as principais características de fake news na internet, como o caráter vago, extremamente alarmista e a falta de fontes confiáveis. Além disso, ao longo da pandemia, não faltaram histórias falsas sobre previsões e teorias de que o surto da Covid-19 teria sido intencional.

A equipe do Boatos.org já desmentiu inúmeras delas, como a que dizia que Nostradamus teria previsto a chegada do novo coronavírus em um livro de 1555. Também a que indicava que um desenho de 1930 teria previsto a pandemia da Covid-19 e como as vacinas são usadas na dominação mundial e, por fim, a que apontava que os Illuminatis teriam infectado máscaras da China com o novo coronavírus para reduzir a população mundial.

Ao analisar a história, logo percebemos se tratar de uma ilação sem nenhuma lógica. A variante Ômicron recebeu esse nome, porque a OMS adotou um esquema para a terminologia das variantes da Covid-19. Com isso, todas as variantes da doença recebem nomes de letras do alfabeto grego (delta, alfa, gama etc). Ou seja, o nome não saiu do nada.

Se isso não bastasse, um filme chamado “Omicron”, de fato, foi lançado em 1963. Mas a história não tem nada a ver com uma pandemia. O longa denominado “Omicron, o agente do espaço” conta a história de um extraterrestre que assume o corpo de humano para poder aprender mais sobre a Terra e dominar o planeta.

De acordo com o site Deseret News, outro filme com o nome Omicron foi lançado em 2013. Na oportunidade, o longa chamado “O visitante do planeta Omicron” (sem tradução para o português) fez sucesso nos Estados Unidos. Mas novamente, o filme se trata de alienígenas na Terra e não tem nada a ver com um vírus.

Ao pesquisar sobre o cartaz que acompanha a história de hoje, descobrimos que a imagem pertence ao filme “Fase 4”, lançado em 1974 e dirigido por Saul Bass. O longa mostra como as formigas dominariam o mundo se estivessem em condições de igualdade com os humanos. Já o slogan “o dia em que a Terra virou um cemitério” é real e faz parte do cartaz original do filme.

E ao investigar um pouco mais, descobrimos que o cartaz usado na história de hoje é uma montagem. O cartaz foi construído por uma usuária do Twitter, que transformou cartazes de filmes de ficção científica, dos anos 1970. Ela retirou os nomes originais e acrescentou o termo “a variante Ômicron”.

Por fim, mesmo que houvesse um filme, nada provaria que o longa fez uma previsão ou mostra uma suposta armação no mundo real. Muitas coincidências simplesmente acontecem (e no caso de hoje, nem isso ocorreu).

Em resumo: a história que diz que o filme “Variante Ômicron: O Dia em Que a Terra Virou um Cemitério”, lançado em 1963, previu a pandemia e mostra que o surto da doença é uma armação é falsa! O cartaz que serve como prova da história, na realidade, é uma edição. A montagem foi feita por uma usuária do Twitter, que utilizou o cartaz do filme de ficção científica, de 1974, chamado “Fase 4”. O longa, claro, não tem nada a ver com uma pandemia ou um vírus. Além disso, os outros filmes que têm em seu título o nome “Ômicron” também não falam sobre o assunto. Ou seja, a história não passa de balela.

Ps.: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo site, Facebook e WhatsApp no telefone (61) 99458-8494.

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