OMS vai ser julgada em “Nuremberg 2021” por crimes contra a humanidade por promover vacinação #boato

Boato – Após promover vacinação em massa e de forma obrigatória, OMS será julgada pelo Tribunal de Nuremberg 2021.

Quase dois anos depois do início da pandemia da Covid-19, ainda existe gente que segue questionando a vacinação contra a doença. Nos últimos meses, dado o crescimento da Covid-19 em diversos países, muitas nações começaram a exigir que sua população se vacinasse.

Um exemplo foi a Áustria. Antes de anunciar o lockdown total, por causa da 4ª onda da Covid-19, o país havia anunciado diversas restrições para as pessoas não-vacinadas. E a situação não animou a comunidade antivacina do mundo todo.

De acordo com uma história que está circulando nas redes sociais, parece que a obrigatoriedade da vacina imposta por alguns países será punida. Segundo uma publicação, a OMS será julgada pelo Tribunal de Nuremberg 2021 por promover a vacinação em massa e de maneira obrigatória. Ainda de acordo com a história, a OMS deve ser enquadrada por crimes contra a humanidade. Confira:

Este é o processo mais importante dos últimos tempos . A verdade será revelada ao mundo através deste processo, e todos que participaram dessa farsa diabólica pagarão por seus crimes contra a humanidade . Deus capacita os seus escolhidos para darem sempre testemunho da verdade. Hora de tirar os fones dos ouvidos para “ ouvir “ o que o universo está trazendo para toda a humanidade NUREMBERG 2021 NEWS

O julgamento global de crimes contra a humanidade protocolado e aceito pelo Superior Tribunal de Justiça do Canadá (ver link abaixo) já começou. Uma equipe de mais de 1.000 advogados e mais de 10.000 especialistas médicos liderados pelo alemão Reiner Fuellmich, um dos advogados mais poderosos da Europa, abriu o maior processo da história chamado “Nuremberg 2” contra a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Grupo Davos (Mundial Fórum Econômico liderado por Klaus Schwab, mais de 80 anos) por crimes contra a humanidade.

O Dr. Reiner Fuellmich é um advogado germano-americano que ganhou processos multimilionários contra a fraude do Deutsche Bank e contra a Volkwagen pela fraude Dieselgate. Ele é membro fundador do “Comitê de Investigação da Coroa Alemã”. Fuellmich e sua equipe coletaram milhares de evidências científicas que apóiam a total falta de confiabilidade dos testes de PCR e a fraude por trás deles.

Fuellmich então falou sobre vacinas, dizendo que “elas não têm nada a ver com vacinação, mas fazem parte de experimentos genéticos.” “Além de testes falhos e certidões de óbito fraudulentas elaboradas por pessoal médico corrupto, a própria vacina ‘experimental’ viola o artigo 32 da Convenção de Genebra.

De acordo com o artigo 32 da Quarta Convenção de Genebra de 1949, “mutilações e experiências médicas ou científicas desnecessárias para o tratamento médico de uma pessoa” são proibidas.
De acordo com o artigo 147, a realização de experimentos biológicos em humanos é uma violação grave da Convenção. A vacina “experimental” viola os 10 Códigos de Nuremberg, que prevêem a pena de morte para quem violar esses tratados internacionais. “

Fuellmich também acrescentou que tudo isso foi planejado há algum tempo para ser implementado em 2050. ”Acha que é com essa pressa que eles cometem tantos erros. Por exemplo, os fabricantes de vacinas não esperavam que houvesse tantos efeitos colaterais e mortes. “

“A Europa”, continua Fuellmich, “é o principal campo de batalha nesta guerra. É porque ela está completamente falida. Os fundos de pensão foram totalmente saqueados. É por isso que eles querem colocar o dinheiro de lado. A Europa sob controle antes que as pessoas saibam que estão são… o que está acontecendo ”.

Mas quem são essas pessoas puxando os cordões? De acordo com Fuellmich, este é um grupo de cerca de 3.000 super-ricos. Este grupo inclui, entre outros, a camarilha de Davos em torno de Klaus Schwab.
O que eles querem? Controle total sobre as pessoas. “Eles subornam médicos, funcionários de hospitais e políticos. Pessoas que não cooperam são ameaçadas. Eles usam todos os tipos de técnicas psicológicas para manipular as pessoas ”. “A grande mídia”, conclui Fuellmich, “fala uma falsa realidade de que a maioria das pessoas é a favor das medidas e das vacinas. Certamente não é verdade.

Quase todas as pessoas com quem converso na Alemanha sabem, por exemplo, que uma máscara não protege nada, porque agora quase todas as pessoas são informadas através dos meios de comunicação alternativos. A velha mídia está morrendo ”. O conselho de Fuellmich? “Divulgue a verdade e os fatos o máximo possível e não desperdice sua energia com pessoas que estão desesperadas para serem vacinadas. Não podemos salvar a todos. Muitas pessoas morrerão.”

OMS vai ser julgada em “Nuremberg 2021” por crimes contra a humanidade por promover vacinação?

A informação viralizou rapidamente nas redes sociais, em especial, no Facebook. Apesar disso, a história não é verdadeira. A explicação fica por conta da inexistência de provas e da origem da história.

Basta olhar para a publicação para perceber que ela apresenta diversas características de fake news na internet, como o caráter vago, extremamente alarmista e a falta de fontes confiáveis.

Além disso, histórias falsas sobre tribunais internacionais se tornaram frequentes na internet. A equipe do Boatos.org já desmentiu inúmeras delas, como a que dizia que a Índia iria processar a OMS por esconder a eficácia da ivermectina. Também a que indicava que cientistas da OMS teriam sido condenados à morte por não recomendar a ivermectina e, por fim, a que apontava que os ministros do STF teriam sido denunciados na ONU por narcotráfico e por um rombo de US$100 trilhões.

Ao ler a publicação, logo percebemos que a história se sustenta em uma petição (maluca). Alguns advogados criaram a petição para exigir que a OMS seja responsabilizada pela vacinação em massa. De acordo com o documento, a OMS não poderia obrigar a vacinação em massa. A justificativa seria o Código de Nuremberg, que derivou dos julgamentos do Tribunal de Nuremberg. O Tribunal de Nuremberg foi uma comissão penal, formulada pelo governo dos EUA, entre 1945 e 1946, para julgar crimes nazistas (em especial, os experimentos médicos contra os judeus). Segundo a história de hoje, a vacina seria um tratamento experimental e, por isso, a OMS deveria ser punida.

Apesar da petição estar circulando na internet e os advogados responsáveis por ela estarem fazendo o maior estardalhaço, o documento sequer foi apreciado por uma comissão. E dado o conteúdo da petição, a tendência é que o pedido seja negado (uma vez que se trata de um pedido, no mínimo, absurdo).

A explicação é simples: a vacina não é um tratamento experimental. Ou seja, obrigar que as pessoas se vacinem (quando elas estão aptas para se vacinar) não é atentar contra a saúde. Antes de serem disponibilizadas para a população, as vacinas passam por longos estudos e diversos testes (que incluem avaliações sobre segurança e eficácia). Os imunizantes contra a Covid-19 foram desenvolvidas em tempo recorde por causa de inúmeras variáveis, como o investimento dos laboratórios, o número de cientistas envolvidos, bons resultados em testes pré-clínicos, um grande número de voluntários interessados, as tecnologias disponíveis e a disponibilidade dos órgãos regulatórios para avaliação. Tudo isso colaborou para que as vacinas ficassem prontas rapidamente e fossem distribuídas para a população. Não há nada de experimental na vacinação contra a Covid-19  (todos os experimentos foram feitos em laboratórios durante o processo de desenvolvimento das vacinas).

Além disso, dados ao redor do mundo todo já comprovaram que a vacinação tem sido fundamental para controlar a pandemia. E que a falta de vacinação tem contribuído para espalhar o SARS-CoV-2 e causar novas ondas da doença e mutações do vírus original. Se isso não bastasse, as vacinas têm atingido seu objetivo principal: evitar mortes e casos graves da Covid-19. Exemplo disso é que quase 80% das mortes e das internações registradas no Brasil são de pessoas que não se vacinaram.

Ao pesquisar sobre as pessoas envolvidas na criação da petição, descobrimos (sem nenhuma surpresa) que elas fazem parte do movimento negacionista e antivacina (que sempre utiliza fake news para tentar validar sua opinião). A prova disso é que a informação foi desmentida por diversos sites no exterior, como o serviço de checagem do Bufale, na Itália; também o site Newtral, da Espanha; e o serviço de fact-checking da Faktograf, da Croácia. Além das páginas reforçarem que as vacinas seguem passando pelo mesmo controle de qualidade, também destacaram que muitos negacionistas têm utilizado o Código de Nuremberg de maneira equivocada, descontextualizando diversos artigos.

Por fim, a agência AFP, do Canadá, entrou em contato com o Tribunal Superior de Ontário (órgão apontado como responsável pelo julgamento da petição). De acordo com o site, o Tribunal afirmou que recebeu o caso, mas ele foi encerrado com base na Regra 2.1. Segundo a regra, o Tribunal tem o direito de encerrar processos se os casos parecerem fúteis, vexatórios ou possam representar um abuso do processo do Tribunal.

Em resumo: a história que diz que a OMS será julgada pelo Tribunal de Nuremberg de 2021 por obrigar a vacinação em massa é falsa! A petição que pede o julgamento da OMS com base no Código de Nuremberg, na verdade, sequer foi apreciada pela Justiça. A petição usa de forma descontextualizada diversos artigos do Código. Além disso, os advogados responsáveis pelo documento fazem parte do movimento negacionista e antivacina (que frequentemente utiliza fake news para validar suas opiniões). Por fim, a tal petição utiliza diversas ideias equivocadas sobre as vacinas, como a afirmação de que os imunizantes são experimentais. Como já estamos cansados de dizer por aqui, as vacinas passam por diversos testes e análises antes de serem disponibilizadas para a população. Ou seja, apesar do estardalhaço, a OMS não será julgada por nada e a história não passa de balela!

Ps.: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo site, Facebook e WhatsApp no telefone (61) 99458-8494.

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