Bolsonaro castigou Carrefour com multas após morte de cachorro #boato

Boato – Após morte de cachorro no Carrefour, Bolsonaro aplica multa milionária no supermercado e cobrou investigação do caso.

Nos últimos anos, os direitos dos animais têm avançado no país. Desde 1998, a lei prevê punições àqueles que praticam maus-tratos contra os animais. Mesmo assim, mais um cão que vive nas ruas não pode ser salvo. Na sexta-feira, 30 de novembro de 2018, o caso de um cachorro morto no supermercado Carrefour de Osasco/SP comoveu muita gente após imagens do estabelecimento mostrarem um dos seguranças espancando o cachorro antes da chegada do Centro de Controle de Zoonoses.

O caso está sendo investigado pelo Ministério Público e, segundo um vídeo que circula na internet, já chegou ao conhecimento do presidente eleito Jair Bolsonaro, que estaria indignado com a situação. De acordo com a publicação, ele já determinou a aplicação de uma multa milionária ao supermercado, que deve fechar as portas se não pagar o montante. Confira transcrição do vídeo (narrado por uma voz automática e que não vamos colocar aqui):

O presidente Jair Bolsonaro gosta muito de cachorros e ficou furioso ao saber que o supermercado Carrefour mandou espancar, envenenar e matar um pobre cãozinho de rua, que só queria um pouco de água e comida. Mas o Carrefour mandou matar o cachorro e causou grande revolta no país. Bolsonaro determinou que seja aplicada uma multa milionária no Carrefour e que o dinheiro seja revertido para ONGs que cuidam de animais de rua. E se eles não pagarem, irá mandar fechar todas lojas. Bolsonaro não irá admitir que o caso fique impune e cobrou uma investigação rigorosa. Bolsonaro disse que os seres humanos deve proteger e não matar os cachorros de rua. Então, tá avisado ao Carrefour: respeite os animais.

Bolsonaro castigou Carrefour com multas após morte de cachorro?

A notícia de que Bolsonaro teria se posicionado em relação ao caso deixou muitos ativistas esperançosos com a punição dos responsáveis. Entretanto, a pergunta que não quer calar é: será que Bolsonaro realmente teria determinado uma punição aos envolvidos, não admitindo que o caso fique impune? A resposta é não. E para entender melhor o caso, continua lendo.

Vamos lá! A mensagem segue aquele velho (e já conhecido) roteiro de boatos online: é vaga, alarmista e não cita fontes confiáveis (além de dar uma escorregada, em alguns momentos, na ortografia). Mais do que isso, a história nasceu em um canal do YouTube que, nos últimos dias, tem publicado diversas fake news falando que “Bolsonaro fez isso e aquilo”.

Aqui no Boatos.org já desmentimos algumas delas, como o caso de Luciano Huck e o uso do dinheiro da Lei Rouanet para sua empresa particular e o caso de Roberto Carlos que teria perdido a coroa de “rei”. Vale ressaltar que o vídeo da história de hoje já foi retirado do ar da sua fonte original, mas foi devidamente reproduzido em outros canais.

Para além disso, Bolsonaro nem teria poder para aplicar multas ou cobrar algo nesse momento. Apesar de ter sido eleito, ele ainda não assumiu a Presidência e, mesmo que estivesse, não é ele que “aplica multas” (e nem castigos) à revelia. Por fim, tentamos buscar alguma declaração de Bolsonaro sobre o caso, porém, nada encontramos.

Em resumo: a história que diz que Bolsonaro determinou a aplicação de uma multa milionária para castigar o Carrefour é falsa. Bolsonaro ainda nem assumiu a Presidência para ter esse poder. Além disso, a história surgiu em um canal do YouTube que, recentemente, está publicando diversas fake news sobre o presidente eleito. Sendo assim, #boato. Portanto, não repasse a história.

Ps.: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo site, Facebook e WhatsApp no telefone (61)99177-9164.

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2 comentários em “Bolsonaro castigou Carrefour com multas após morte de cachorro #boato

  • 05/12/2018 em 21:12
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    Ha,ha,ha.
    Bolsonaro não está nem ai pros humanos
    Quanto mais pra cachorro.
    No YouTube existem vídeos dele dizendo que se fosse eleito
    Que iria legalizar a vaquejada e a caça também.

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  • 05/12/2018 em 15:20
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    Quando um político brasileiro vai a frança ele é questionado sobre a Amazônia, sobre o meio ambiente, sobre a fome do nosso povo, mas, neste presente caso a imprensa não publica uma linha sobre o assunto. Quando o Temer foi à Dinamarca, cobraram dele sobre uma idéia que ele teve de explorar minerais em uma área de reserva no Estado do Amazonas. Ele ficou com aquela cara de paisagem, quando deveria ter dito que a maior poluição ocorrida na Amazônia foi causada por uma empresa aqui da Dinamarca. Foi aquela fabricante de celulose que teve uma lagoa de retenção parcialmente rompida e derramou resíduos tóxicos em um afluente do Amazonas. O Temer tão desligado que é eu acho que nem sabia do caso.

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