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Universidade de Oxford divulga estudo que comprova eficácia da ivermectina contra a Covid-19 #boato

Universidade de Oxford divulga estudo que comprova eficácia da ivermectina contra a Covid-19, diz boato (Foto: Reprodução/Facebook)

Boato – No Reino Unido, Universidade de Oxford lança estudo que comprova eficácia da ivermectina. É a prova de que o remédio cura a Covid-19. 

Sai dia, entra dia e as fake news sobre medicamentos sem comprovação científica no combate à Covid-19 seguem firmes e fortes. Apesar do número de histórias falsas sobre o assunto ter reduzido, elas estão longe de acabar.

Nos últimos dias, a Universidade de Oxford, no Reino Unido, divulgou a informação de que incluiria a ivermectina em uma pesquisa sobre efeitos de medicamentos (sem comprovação científica contra a Covid-19) no organismo humano.

Não demorou muito para a história ser citada na internet. Entretanto, de acordo com as publicações, a Universidade de Oxford teria divulgado um estudo que buscaria comprovar a eficácia da ivermectina no tratamento da Covid-19. Ainda segundo as publicações, o estudo teria apoio do governo britânico. Confira:

“Repassando. UNIVERSIDADE DE OXFORD DIVULGA PRIMEIRO ESTUDO PILOTO COMPROVANDO EFICÁCIA DA IVERMECTINA CONTRA A COVID-19”.

Universidade de Oxford divulga estudo que comprova eficácia da ivermectina contra a Covid-19?

As publicações causaram um verdadeiro burburinho nas redes sociais, em especial, no WhatsApp e animaram os defensores do tratamento precoce. Apesar disso, a história não é real. A explicação fica por conta da verdadeira proposta do estudo.

Histórias falsas sobre o uso de medicamentos sem comprovação científica no combate à Covid-19 não são novidade por aqui. A equipe do Boatos.org já desmentiu inúmeras delas, como a que dizia que um estudo publicado na revista Nature provaria que a ivermectina cura a Covid-19. Também a que indicava que um estudo randomizado teria comprovado a eficácia da ivermectina no tratamento contra a Covid-19 e, por fim, a que apontava que a OMS iria recomendar, oficialmente, a ivermectina para o tratamento da Covid-19.

Ao procurar por mais informações, descobrimos que, de fato, a Universidade de Oxford anunciou um estudo envolvendo a ivermectina. Entretanto, a proposta da pesquisa não tem nada a ver com a comprovação da substância no tratamento da Covid-19.

Na realidade, a instituição de ensino e pesquisa informou que irá realizar um estudo para identificar os efeitos da ivermectina no organismo humano em tratamentos não-hospitalares contra a Covid-19. O objetivo da pesquisa é entender o funcionamento da ivermectina em relação à doença.

O estudo faz parte da Plataforma de Ensaio Randomizado de Tratamentos para Epidemias e Doenças Pandêmicas (Principle, em inglês), que é liderada pela Universidade de Oxford. A Principle é o maior estudo clínico do mundo para avaliação de possíveis medicamentos contra a Covid-19. Até o momento, a Plataforma já analisou cinco candidatos e assegurou a eficácia apenas de um (um medicamento usado no tratamento da asma que conseguiu reduzir as chances de hospitalização de infectados pela doença). Em 2020, a Principle identificou que a azitromicina não possui eficácia contra a Covid-19.

Por fim, vale ressaltar que, até o momento, os maiores estudos sobre a relação entre o medicamento e a doença apontaram que a substância não consegue tratar e muito menos curar a Covid-19. Além disso, também é importante destacar que uma pesquisa clínica sobre medicamentos envolve diversas etapas que vão avaliar não apenas a eficácia, mas a segurança, dosagens e efeitos colaterais.

Em resumo: a história que diz que um estudo da Universidade de Oxford busca comprovar a eficácia da ivermectina no tratamento da Covid-19 é falsa! A instituição de ensino e pesquisa, referência mundial, de fato, está realizando um estudo com a ivermectina. Entretanto, a pesquisa não tem esse objetivo. De acordo com os pesquisadores, a intenção é tentar entender os efeitos da ivermectina no organismo humano quando o medicamento for administrado em casos de Covid-19. Dessa forma, nenhum cientista está esperando confirmar a eficácia da substância no tratamento da doença. Ou seja, a história não passa de balela.

Ps.: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo site, Facebook e WhatsApp no telefone (61) 99458-8494.

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