Vacina contra a gripe tem nível de mercúrio letal #boato

Boato – Empresas farmacêuticas utilizam 25 mil vezes a mais de mercúrio permitido nas vacinas contra o vírus da gripe.

Não faz muito tempo estivemos reunidos aqui, nesse mesmo site, para discutir os perigos da ignorância. Falamos da ignorância sobre assuntos de saúde, sérios e importantes que, às vezes, caem na boca do povo da forma errada. Foram os sérios casos da cura do HIV descoberta por médicos do Exército egípcio e da história absurda de que o surto de Ebola na África era uma mentira da Cruz Vermelha. Quem lembra?

De qualquer modo, espalhar e acreditar que não se deve tomar a vacina da gripe não fica muito atrás de histórias como as mencionadas acima. E é isso que as pessoas estão fazendo na web – movimentando uma espécie de campanha duvidosa sobre os perigos de se tomar a vacina da gripe, publicado no site Libertar.in (especialista em teorias da conspiração). Confira alguns trechos do texto tratando o assunto:

‘VENENO MORTAL: VACINA DA GRIPE TEM MERCÚRIO SUPERIOR 25.000 VEZES O NÍVEL MÁXIMO PERMITIDO, E NÃO HÁ ENSAIOS CONTROLADOS!

Esta mensagem anda a circular pela Internet portuguesa, sob o título: “Eu não tomaria a vacina H1N1 pelo simples risco do síndrome GBS”

“– Neurologista Britânico: Um dos possíveis efeitos secundários da vacina H1N1 é o síndroma de Guillian-Barre, a síndrome que matou e incapacitou centenas da Americanos na campanha de vacinação H1N1 em 1979 com 500 casos confirmados deste síndroma, a vacina foi retirada do mercado 10 dias depois após vacinarem 48 milhões de pessoas, tendo feito mais vitimas que o vírus H1N1.

Esta síndrome ataca diretamente o sistema nervoso causando problemas de respiração, paralisia e até a morte.

As únicas pessoas que discutir com isso são aquelas que já estão envenenadas com mercúrio e, portanto, incapazes de pensamento racional.

Compartilhe esta história, espalhe a verdade. Compartilhar com todas as pessoas que precisam saber a verdade sobre as vacinas contra a gripe […]’

O texto em questão é bem maior. Discute os ingredientes da vacina da gripe, o quanto prejudicam a saúde e como as indústrias farmacêuticas são oficinas a trabalho do Mal. Um texto enorme, que na verdade é a cópia (mal) traduzida de uma postagem de junho passado do site Natural News.

Acontece que independente do idioma, a história assombrada da vacina do mal é velha, uma busca rápida na internet mostra versões pouco modificadas desse boato em 2014, 2013, 2010 e 2009, ano da pandemia de gripe H1N1.

Uma busca rápida também mostra que essa história já foi desmentida naquela época, como é possível ver nas matérias do G1 e do Diário Catarinense. Infectologistas e médicos de renome como Dráuzio Varella discutem o quanto é importante receber a vacina contra a gripe.

E como se isso não fosse o suficiente, a Organização Mundial da Saúde, o que há de mais oficial sobre saúde dispõe informações sobre a segurança da vacina, efeitos colaterais esperados e até ocorrências de mortes por causa da vacina.

Para fechar, encontramos em uma postagem de 2009 uma versão muito próxima da mentira atual e devidamente desmentida. Aliás, a relação feita entre a vacinação de 1979 e os casos da Síndrome de Gullian-Barre jamais foi comprovada.

Conforme discutido no começo desse texto, há perigo em boatos desse tipo. Em prol da saúde geral, que tal não acreditar em histórias mal contadas que envolvem assuntos tão relevantes? Eis aí um primeiro remédio eficaz.

PS: Esse artigo foi uma sugestão dos leitores Marcia Pereira e Elizeu Chiogna. Se você quiser sugerir um tema para o Boatos.org, entre em contato com a gente pelo site ou pelo Facebook.

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