Notícia errada: MPF pede bloqueio de bens do ex-presidente Lula

História antiga é dada como atual na corrida pela presidência da república
História antiga é dada como atual na corrida pela presidência da república

Boato – Ministério Público Federal acusa Lula de improbidade administrativa e pede bloqueio de bens do ex-presidente

Com a corrida eleitoral de vento em poupa, como dizem, e faltando tão pouco para que chegarmos ao segundo turno das eleições 2014, estão pipocando histórias e notícias por todos os lados. E sobre todos.

Na disputa entre PT e PSDB não faltam acusações, informações sobre o que um fez e outro não, notícias sobre o que um vai manter e outro inaugurar. No toma lá dá cá, reavivaram uma história que somos obrigados a esclarecer.

Está bombando na internet uma postagem que afirma que o ex-presidente Lula foi acusado pelo Ministério Público Federal de improbidade administrativa exigindo o ressarcimento de mais de 9,5 milhões de reais aos cofres públicos. Na foto, o seguinte:

“Ministério Público Federal pediu o bloqueio dos bens de Lula no valor de R$9.526.070,64, por improbidade administrativa no valor. E AGORA, PT?”

A foto de Lula com essa informação já rendeu mais de mil compartilhamentos, seguidos, em sua maioria, de comentários sobre o absurdo do caso. Acontece que o caso não é de agora, apesar da postagem ser de 22 de outubro.

Vamos aos fatos. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi realmente acusado pelo MPF por improbidade administrativa. No processo, o MPF pedia o bloqueio dos bens do ex-presidente, sob acusação de uso da máquina pública para promoção pessoal. Lula teria assinado e enviado cartas assinadas com conteúdo de autopromoção à população segurada pelo INSS.

No entanto, o processo em questão foi iniciado pelo órgão federal em 2011 e extinto em 2012. A Justiça do Distrito Federal definiu erro na ação, alegando que o processo de improbidade não poderia ser movido contra o ex-presidente, justamente por ele ser ex-presidente. Logo a história é real, mas não atual como se dá a entender.

E antes das pedras e xingamentos, esclarece-se: a função deste texto não é tomar partidos ou lados. Muito menos isentar o ex-presidente Lula de qualquer questão passada, presente ou futura.

Como sempre, a intenção aqui foi desmentir um boato e/ou esclarecer uma informação errada. Neste caso uma informação verdadeira, mas passada erroneamente.