Motorola dispensou funcionários para participar de manifestações em frente a quartéis #boato

Boato – Algo está acontecendo. A Motorola resolveu dispensar todos os funcionários para que participem das manifestações nas portais dos quartéis a favor de Bolsonaro.

Os bloqueios nas estradas estão praticamente acabados, mas a manifestações a favor de Bolsonaro escolheram outro espaço para reinvindicação de pautas ilegais: as portais dos quartéis.

Enquanto muitos condenam os atos e buscar por “patrocinadores” tem gente que comemora novas adesões. Os dois lados estão compartilhando uma mensagem que aponta que os manifestantes ganharam um reforço de peso: a Motorola.

De acordo com um texto que acompanha um vídeo, a Motorola dispensou os funcionários para participar das manifestações nos quartéis. A prova estaria em um depoimento em vídeo. ” A MOTOROLA DISPENSOU OS FUNCIONÁRIOS PARA AS MANIFESTAÇÕES Tem algo acontecendo”, diz a mensagem que circula online.

Motorola dispensou funcionários para participar de manifestações em frente a quartéis?

O vídeo se espalhou entre gregos e troianos (algo, inclusive, mais comum do que você deve imaginar). Porém, cá estamos para apontar que é falsa a informação que aponta que a Motorola dispensou os funcionários para participar dos protestos em questão.

O histórico recente de fake news que tentavam incentivar uma impensável greve geral no Brasil já nos deixa muito desconfiados da veracidade da informação. Outro dia, por exemplo, desmentimos a balela que apontava que a Aurora Alimentos havia parado 7 mil caminhões em prol da greve geral.

Assim como no outro caso, a informação que aponta para a Motorola dispensar funcionários é falsa. Para chegar a solução, basta assistir ao vídeo com atenção. Nas imagens, o cidadão diz que é de uma empresa autorizada da Motorola em Brasília. Ele diz que a chefe dele (dona da autorizada) dispensou todo mundo. Em nenhum momento, ele aponta que a “chefe” é a Motorola.

Ou seja: pegaram uma fala de alguém que citou uma empresa autorizada da Motorola e saiu interpretando/espalhando que se tratava da multinacional.

Resumindo: é falsa a informação que aponta que a Motorola dispensou os funcionários para que participem das manifestações nas portas dos quartéis. A empresa citada no vídeo em questão é outra e é muito (mas muito) menor do que a gigante da tecnologia.

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Edgard Matsuki

Jornalista e caçador de falcatruas na internet