Guilherme Boulos era professor e funcionário fantasma da USP #boato

Boato – O candidato à presidência Guilherme Boulos é professor da USP e como não dá aulas há muito tempo é um funcionário fantasma.

A corrida eleitoral presidencial começou oficialmente, com os registros dos candidatos nesta semana. Na imprensa, a maior parte das notícias são sobre as agendas, os planos de governo, as propostas, os debates e tudo o mais que tenha a ver com cada candidato.

Não estamos surpresos, afinal, em tempos de eleição é assim mesmo. Outro ponto que não nos surpreende é que, assim como em anos anteriores e mesmo antes da candidatura oficial dos presidenciáveis, as histórias falsas sobre eles também estão por toda parte.

É o caso da recente polêmica envolvendo o candidato do PSOL à presidência, Guilherme Boulos. De acordo com uma mensagem que estão compartilhando nas redes sociais, Boulos seria professor da USP e como não dá aulas há muito tempo, mas segue na folha de pagamento da universidade, é, portanto, um funcionário fantasma.

Uma foto do candidato com a seguinte mensagem está sendo compartilhada: “Guilherme Boulos é professor da Universidade de São Paulo (USP). Porém não dá aula a muito tempo, e o portal da transparência da universidade omite sua folha de pagamento! Por que a mídia não investiga ou vão continuar omitindo?” Junto com a imagem, vem a seguinte legenda: “E AGORA BOULOS??? VOCÊ É FUNCIONÁRIO FANTASMA DA USP???

Guilherme Boulos era professor e funcionário fantasma da USP?

Apesar da grande polêmica e dos comentários que estão rolando na internet, em sua maioria esculachando o candidato, não é verdade que ele é (ou era) professor da USP, muito menos que seja funcionário fantasma da universidade. Esclarecido isto, vamos explicar os detalhes.

Comecemos pelo início, com as mensagens. Como já mencionamos antes, frases de efeito, notoriamente partidárias/politizadas, escandalosas (vide a caixa alta) e vagas são, geralmente, boato. No caso da mensagem na montagem com a foto de Boulos, a coisa só piora, porque além todas essas características, ela também tem erros de ortografia.

Além disso, a mídia seguiu o “conselho” da própria montagem e foi investigar. Descobriram que o único vínculo de Boulos com a USP foi uma bolsa de mestrado que ele recebeu de 2014 a 2016. Esta, paga pela Capes. O currículo lattes do candidato do PSOL apresenta a informação.

Uma segunda polêmica (pois é, as pessoas não param) é que neste mesmo currículo, no campo “experiência profissional” aparece a USP, mas sem mencionar a função. Tem muita gente dizendo então que Boulos simplesmente falsificou as informações em seu currículo, afirmando que trabalhou na USP sendo que na verdade não o fez.

Se considerarmos que ele foi pago pela Capes, através da universidade, para desempenhar o papel de pesquisador durante o mestrado, podemos dizer que não é falsificar informação colocar o nome da universidade no campo “experiência profissional”. Difícil saber se o candidato agiu de má fé nesse caso, vale o benefício da dúvida.

O fato é que, resumindo, Boulos não é um professor da USP que deixou de dar aulas, mas continua recebendo da instituição como funcionário fantasma. Essa história já foi esclarecida pela imprensa, pelo próprio Guilherme Boulos e pela Universidade de São Paulo. Portanto é #boato. Aguardemos pela próxima polêmica que, como comentamos, parece até que já surgiu.

PS: Esse artigo é uma sugestão de leitoras do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema para o Boatos.org, entre em contato com a gente pelo site, no Facebook e WhatsApp no telefone (61) 991779164

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