China reconhece profissão de coletora e paga 1200€/mês #boato

Boato – Por causa do desemprego, governo da China reconheceu a profissão de coletora sêmen e oferece cerca de 1200€/mês.

Essa história é velha e circula na internet desde 2013. Porém, como boato “bom” é boato que volta a circular e cá estamos para desmentir o “causo”. Estamos falando de uma informação que virou febre na internet na última semana do mês de maio de 2015: a de que a China teria reconhecido e regulamentado a profissão de coletora de sêmen.

Em 2015, a notícia viralizou graças a um daqueles sites que pede para a pessoas “curtir” uma informação para ver um vídeo. Leia trechos da história (tiramos os palavrões porque aqui é um blog de família):

As senhoras que fazem o serviço não são enfermeiras nem profissionais de saúde, são mesmo “P…”, uma profissão que é reconhecida na República Popular da China. Nos Estados Unidos por exemplo, fornecem aos homens revistas para ajudar ao serviço, na China são mais avançados. As senhoras recebem um salário de cerca de 1200€ e é uma profissão de risco 4, devido à probabilidade de lesão por movimentos repetitivos. A intenção com a criação desse novo emprego, é diminuir a taxa de desemprego e consequentemente aumentar a taxa de doadores nos bancos de sêmen.

Junto ao texto, há uma imagem de diversas mulheres vestidas de enfermeiras tocando um monte de homens que estavam deitados. Mas será mesmo verdade que a China regulamentou a profissão? A resposta é curta: não!

Como dito antes, a história é velha e circulou em outros idiomas. Tanto que o site “China.org.cn” desmentiu em 2012 que não havia hospital algum oferecendo o serviço aos homens. Em relação às imagens que acompanham a história, elas são de um filme japonês da produtora Soft On Demand. Infelizmente (ou felizmente), não podemos colocar o link do filme por aqui.

Sendo assim, podemos afirmar que a história de que a China regulamentou a profissão de coletora é falsa. Foi só uma invenção de um engraçadinho que aproveitou as imagens de um filme japonês.

Edgard Matsuki

Jornalista e caçador de falcatruas na internet