Atenção: garotas filipinas que pisotearam cão já foram identificadas

Boato – Três garotas pisotearam um cachorro até à morte e precisam ser identificadas pela Justiça. Uma forma de ajudar seria compartilhando um vídeo bizarro.

Periodicamente, algumas bizarrices têm chegado às pessoas por meio das redes sociais. A última delas é um vídeo que começou a ser muito compartilhado na primeira semana de outubro de 2013 em redes sociais. O vídeo mostra três meninas (provavelmente menores de idade) pisoteando um filhote de cachorro até a morte. Junto ao vídeo (que não vamos mostrar no Boatos.org), havia esta mensagem:

Procura-se essas garotas isso não pode ficar impune. Essas garotas tiveram coragem de pisotear um cachorro com menos de 2 meses de vida até a morte. Não vamos deixar isso barato. Quem souber o paradeiro delas por favor leve-as às autoridades. Chega de ver isso e não fazer nada, COMPARTILHE!

Por mais que houvesse a boa intenção de identificar as pessoas que maltrataram os animais, a mensagem só ajudou a difundir ainda mais o vídeo bizarro (e infelizmente real). O que poucas pessoas se atentaram é que, ao contrário do que mostra a mensagem, as meninas já foram identificadas.

De acordo com o jornal filipino Inquirer, o vídeo é de 2011 e, por incrível que pareça, foi produzido com intuitos sexuais. A categoria do filme seria do chamado “Crush Fetish”. As meninas foram identificadas na época e estão sob custódia da polícia do país.

Na época, um casal foi preso após ser acusados de contratar meninas de 12 a 18 anos para torturar e matar pequenos animais em frente às câmeras. Para fazer “o serviço”, elas recebiam de 2 a 20 dólares. Já a assinatura para assistir os vídeos era vendida por até mil dólares. Eles devem ser julgados em 2014.

Com isso, chegamos a conclusão de, apesar do vídeo da morte do cão ser real, é desnecessário viralizar o vídeo para as garotas filipinas serem reconhecidas. Ao compartilhar o material no Facebook, você só estará ajudando na difusão de conteúdo de péssima qualidade.

Edgard Matsuki

Jornalista e caçador de falcatruas na internet