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Não é verdade que mais de mil presos foram libertados de penitenciárias do Rio Grande do Sul por causa de enchentes

Mais de mil presos foram soltos por causa de enchentes no Rio Grande do Sul, diz boato (Foto: Reprodução/X)

Boato – Mais de mil presos foram libertados em penitenciárias por causa de enchentes no Rio Grande do Sul.

  Análise

As enchentes que deixaram centenas de mortos e milhares de desabrigados no Rio Grande do Sul também atingiram as unidades prisionais do Estado. A falta de informações seguras e o pânico provocado pela desinformação nas redes sociais, gerou uma onda de fake news sobre o destino dos detentos. Uma das teorias virais sobre o assunto aponta que mais de mil presos foram soltos devido a tragédia.

O texto afirma que mais de mil presos foram soltos devido a inundação das unidades prisionais. Em outras versões, as publicações fazem comparações envolvendo o resgate de animais e as denúncias de violência sexual em abrigos. Leia algumas das versões que circulam online:

Vídeo: é falso que Lula foi flagrado beijando Suzanne von Richtofhen

Versão 1: Mais de mil presos soltos e crianças sendo violentada nos abrigos e a preocupação do eunuco é um cavalo Versão 2:Misericórdia! Mil presos foram soltos por conta das enchentes. Imagina, os meninos do Silvio Almeida se afogando! Ele tem uma síncope.

Checagem

Muitas foram as dúvidas sobre o destino dos detentos após as enchentes, mas mais ainda foram as fakes news com a suposta solução do governo. Para acabar de vez com todas as dúvidas, vamos explicar o assunto em três tópicos: 1) Mais de mil presos foram soltos no Rio Grande do Sul? 2) Houve alguma liberação de presos por causa das enchentes no Rio Grande do Sul? 3) Houve algum tipo de transferência de detentos por causa das enchentes?

Mais de mil presos foram soltos no Rio Grande do Sul?

Não é verdade. Essa história já circula desde o início das inundações e o motivo pode estar relacionado a algumas situações específicas. A Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) e a Polícia Penal informam que, em Charqueadas, após as cheias no Rio Jacuí, 1.057 detentos da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ) foram transferidos para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Os outros presos da PEJ foram instalados nas galerias superiores da unidade.

Em comunicado à imprensa, a SSPS e a Polícia Penal informaram que “estão monitorando de perto a situação dos alagamentos e tomando as medidas necessárias para garantir a segurança dos servidores e dos apenados”. Vale ressaltar que, desde o dia 8/5, com a redução do nível da água, todos os presos da PEJ retornaram para a unidade em segurança, com acesso à alimentação e água potável.

Houve alguma liberação de presos por causa das enchentes no Rio Grande do Sul?

Sim, de fato alguns foram liberados. Entretanto, foram apenas 158 presos do regime semiaberto do Instituto Penal de Charqueadas (IPCH) que também ficaram ilhados e receberam, por meio de decisão judicial, a prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Segundo a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) nenhum preso do regime fechado foi liberado.

Houve algum tipo de transferência de detentos por causa das enchentes?

Sim, mais de 1 mil presos foram transferidos, mas isso não significa que foram liberados.  Ou seja, apenas 1.057 detentos de Jacuí foram transferidos para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. Os demais permaneceram no local, instalados nos pisos superiores.

Conclusão

Exagerado 🗣️

Ou seja, nenhum preso foi solto após as enchentes. O que ocorreu foram transferências e a liberação por ordem judicial de 158 detentos do regime semiaberto, que seguem em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, pelos próximos 20 dias e que devem retornar a unidade prisional no dia 23 de maio. Na nossa classificação, o conteúdo entra como exagerado.

Ps: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo e-mail [email protected] e WhatsApp (link aqui: https://wa.me/556192755610)

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