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Ao contrário do que apontam mensagens, vídeo não mostra “sol artificial” criado pela China

Vídeo que mostra sol artificial criado pela China subindo aos céus é real, diz boato (Foto: Reprodução/TikTok)

Boato – A China teria ligado o seu ‘sol artificial’ e este estaria subindo aos céus, chocando o mundo.

Análise

A promessa de energia limpa e ilimitada é um dos maiores objetivos da ciência moderna. Nesse cenário de inovações e descobertas, a China tem se destacado com um projeto de proporções épicas que busca replicar o poder da nossa estrela. É o chamado “Sol Artificial”, um reator de fusão nuclear que busca imitar o processo que alimenta o Sol, no qual átomos se fundem, liberando uma quantidade monumental de energia.

Este projeto, conhecido tecnicamente como EAST (Experimental Advanced Superconducting Tokamak), tem gerado manchetes reais e legítimas sobre avanços científicos. No entanto, a narrativa sobre essa tecnologia ganhou um toque de sensacionalismo nas redes sociais.

Recentemente, vídeos começaram a circular em plataformas digitais, alegando mostrar o momento exato em que a China teria “ligado o próprio sol”. As imagens, que exibem o Sol nascendo no horizonte com uma velocidade impressionante e causando espanto, são frequentemente acompanhadas de textos que sugerem que este seria o tal “Sol Artificial” chinês subindo aos céus, chocando o mundo com uma nova estrela. Leia uma das mensagens que circulam online:

E a China que ligou o próprio Sol e o mundo está chocado com isso. Qual sua opinião sobre esse tipo de tecnologia? China cria “Sol artificial” e bate recorde mundial de energia por fusão nuclear. O chamado “Sol Artificial”, ou EAST, é um reator de fusão nuclear que tenta imitar o mesmo processo que acontece dentro do nosso Sol real. Imagine um sol feito pelo ser humano, capaz de gerar energia quase infinita.

Parece ficção científica, né? Mas a China acaba de dar um passo gigante rumo a esse futuro. O chamado Sol Artificial, ou EAST, é um reator de fusão nuclear que tenta imitar o mesmo processo que acontece dentro do nosso sol real, onde os átomos se fundem, liberando uma quantidade absurda de energia.E agora, esse projeto bateu um recorde mundial, mantendo o plasma em funcionamento por 1.066 segundos, mais de 17 minutos.

Isso é mais do que o dobro do recorde anterior e representa um avanço impressionante na busca por energia limpa e praticamente ilimitada.Os cientistas dizem que esse marco é essencial para o desenvolvimento das futuras usinas de fusão nuclear, que podem mudar o destino da humanidade.Então me diz, será que estamos prestes a dominar o poder do próprio sol?Se você curte notícias, mistérios, ufologia e casos inexplicáveis, dê o like nesse vídeo e compartilhe com seus amigos.Até o próximo vídeo.

Checagem

Diante do alvoroço gerado pelos vídeos nas redes sociais, que sugerem a ascensão de um segundo sol chinês, o Boatos.org se debruçou sobre a história para separar a informação real do sensacionalismo. Nossa análise procurou responder a três perguntas-chave: 1) Vídeo que mostra sol artificial criado pela China subindo aos céus é real? 2) Qual é o projeto real criado pela China? 3) O projeto está concluído?

Vídeo que mostra sol artificial criado pela China subindo aos céus é real?

Os vídeos que circulam, exibindo um sol subindo rapidamente no horizonte e chocando as pessoas, não são reais e não têm relação com o projeto chinês. Essas imagens são o resultado de uma edição que acelerou o nascer do sol, ou em alguns casos, são criações digitais feitas com Inteligência Artificial (IA) para gerar impacto.

O projeto real, criado pela China, não é uma estrela que será lançada ao céu. Portanto, a ideia de que o mundo estaria chocado com dois sóis no horizonte, um natural e um artificial, é completamente infundada.

Qual é o projeto real de “sol artificial” criado pela China?

O projeto chinês de “sol artificial” é o EAST (Experimental Advanced Superconducting Tokamak), um reator de fusão nuclear. O objetivo não é criar um objeto que brilhe no céu, mas sim imitar o processo de geração de energia que ocorre no interior do nosso Sol – a fusão nuclear.

Essa tecnologia busca fundir átomos leves, liberando uma quantidade massiva de energia de forma controlada. O EAST tem, de fato, alcançado marcos importantes, como manter o plasma em funcionamento por um tempo recorde, o que é um passo fundamental para o desenvolvimento de futuras usinas de energia limpa.

O projeto está concluído?

Não, o projeto EAST ainda está em fase de desenvolvimento e pesquisa. Trata-se de um experimento científico voltado para o avanço da tecnologia de fusão nuclear. Apesar dos recordes e progressos notáveis, a criação de um reator de fusão nuclear viável e comercialmente lucrativo é um desafio complexo que exige mais tempo e desenvolvimento tecnológico. O projeto é um passo gigante rumo à energia ilimitada, mas ainda está longe de estar concluído ou de gerar um “sol” que possa ser visto no céu.

Conclusão

O alarde nas redes sociais sobre o “sol artificial” da China é uma confusão que mistura um fato real, o avanço tecnológico do reator de fusão nuclear EAST, com vídeos sensacionalistas e falsos. As imagens de um segundo sol subindo no horizonte não têm qualquer relação com o projeto científico, que é uma tecnologia de reator em solo, e não um astro a ser lançado ao espaço. O EAST é um marco na busca por energia limpa, mas ainda está em fase experimental, desmentindo a ideia de que a China teria “ligado” uma nova estrela de forma definitiva.

Fake news ❌

Ps: Esse artigo é uma sugestão de leitores do Boatos.org. Se você quiser sugerir um tema ao Boatos.org, entre em contato com a gente pelo e-mail boatos.org@gmail.com e WhatsApp (link aqui: https://wa.me/556192755610)