Chaves magnéticas de hotéis roubam dados de hóspedes #boato

Boato – Chaves magnéticas dos quartos de hotéis guardam informações pessoais dos hóspedes que são roubadas após o check-out.

A modernidade e a era digital trouxeram certos avanços que de fato facilitam bastante a vida das pessoas. Seja para se comunicar com um clique ou para comprar o artigo desejado com um apertar de botão, o fato é que estamos “mal” acostumados com as vantagens dos tempos modernos.

Boato espalha que chaves magnéticas roubam informações dos hóspedes
Boato espalha que chaves magnéticas roubam informações dos hóspedes

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Entre as possibilidades dos tempos atuais (nem são tão atuais assim) estão as chaves magnéticas que ao longo dos anos substituíram quase que completamente as chaves comuns em estabelecimentos de hospedagem. Ou seja, os cartões magnéticos dos quartos de hotéis são a pauta de hoje.

Por quê? Porque está circulando por aí uma história bizarra de que várias informações pessoais dos hóspedes ficam salvas nesses cartões (chaves) magnéticos e que após o check-out (a saída) dos hóspedes esses dados podem e são roubados. Confira a denúncia:

UTILIDADE PÚBLICA – CARTÕES MAGNÉTICOS DE HOTÉIS

Para quem está sempre viajando e para quem pretende viajar, é uma informação importante. Para quem viaja e está hospedando em hotéis com novo tipo de chave, e mesmo porque logo a maioria estará com este tipo de chave = cartão magnético para abrir as portas, quase igual ao cartão de crédito.

CHAVES MAGNÉTICAS DE HOTÉIS. Alguma vez você já se perguntou o que está armazenado nas chaves magnéticas (que se assemelham aos cartões de crédito) dos hotéis?Veja as informações e mude seus hábitos: Nome do hóspede, RG, CPF, Endereço do hóspede, Número do apartamento do hotel, Datas do check-in e ckeck-out, Número do cartão de crédito, e sua data de validade!

Quando você as devolve na recepção, suas informações ficam lá disponíveis para qualquer funcionário com acesso ao ‘scanner’ do hotel. Ou ainda, um funcionário pode levar um monte delas para casa e, utilizando um aparelho de ‘scanner’ magnético, ter acesso às suas informações e sair gastando pela internet.

Simplificando, os hotéis não apagam as informações das chaves magnéticas até que um novo hóspede faça uso delas, quando suas informações sobrescreverá as do antigo hóspede. Mas até que a chave seja re-utilizada, ela fica, geralmente, na gaveta da recepção com as suas informações que nela foram “armazenadas”.

Resumindo: Guarde com você suas chaves magnéticas, leve-as para casa ou as destrua. Nunca as deixe no quarto, no lixo do banheiro e JAMAIS as devolva para a recepção quando estiver fazendo o check-out. Os hotéis não podem cobrar pelas chaves (é ilegal) e você terá certeza de que não estará deixando um monte de informações pessoais valiosas que podem ser facilmente acessadas, e utilizadas, com um ‘scanner’ magnético.

Pela mesma razão, se você chegar ao aeroporto e descobrir que ainda está carregando a chave com você, não a jogue nas cestas de lixo. Leve-a para casa e a destrua com uma tesoura, cortando principalmente a faixa magnética nas costas da chave. Informação: Departamento Policial Federal. Por favor repasse para amigos e familiares*

Chaves magnéticas de hotéis roubam os dados de hóspedes?

Se você só de ler a mensagem já ficou desconfiado com o quanto essa história não faz muito sentido, acertou em cheio. Ela é falsa. Na verdade, ela é uma corrente bem velha que circula na internet desde 2003 e que já rodou o mundo em diferentes idiomas – inglês, francês, espanhol…

É bom saber que esse mito surgiu nos Estados Unidos, quando um policial de Pasadena, após presenciar uma apresentação sobre como a informação dos cartões magnéticos são apagadas, compartilhou com os amigos sobre a possibilidade de se guardar dados no cartão.

No entanto, o próprio Departamento Policial de Pasadena esclareceu (há muito tempo atrás) de que nenhum roubo de dados dessa natureza jamais foi registrado. Além disso, os hotéis vêm se manifestando há anos para esclarecer que o sistema de chaves magnéticas registra apenas três dados: número do quarto, quantidade de estadias e o usuário que gravou as informações (o funcionário do hotel). Depois do vencimento do período registrado (o término das diárias) o cartão fica inutilizável até a nova gravação de dados.

Por fim, a leitura atenta do texto também entrega algumas das clássicas características de boatos: a) linguagem apelativa; b) citação de uma fonte vaga (na versão em português é o Departamento Policial Federal, que inclusive não existe, o que há no Brasil é o Departamento de Polícia Federal); e c) o famoso pedido de compartilhamento.

A título de curiosidade, ações criminosas com chaves magnéticas são comuns, mas não envolvem o recolhimento de informações dos hotéis. O que acontece é que hackers roubam informações importantes, como contas de banco e números de cartão de crédito e as armazenam em cartões magnéticos  (em branco) para utilizar por aí na função débito ou crédito.

Portanto, apenas para recapitular, os hotéis não registram dados pessoais nas chaves magnéticas e essas informações não são roubadas depois. Essa história é balela antiga, que já rodou o mundo e que até já foi desmentida ao longo dos anos.

PS: Esse artigo foi uma sugestão de diversos leitores via WhatsApp. Se você quiser sugerir um tema para o Boatos.org, entre em contato com a gente pelo site, Facebook ou WhatsApp, no telefone (61) 99331 6821.

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