Boato: médica cubana faz diagnóstico de virose bacteriana no Amapá

By | 23/05/2014
Médica cubana teria dado diagnóstico de virose bacteriana, diz boato

Médica cubana teria dado diagnóstico de virose bacteriana, diz boato

Boato – A médica cubana Annelie Reguera Cuellar teria diagnosticado um paciente com “virose bacteriana”. Imagem de atestado médico se espalhou por redes sociais.

Mais uma vez, um atendimento considerado polêmico por parte de médicos cubanos acaba indo parar na internet. Desta vez, a acusação é de que uma médica cubana que atende na cidade amapaense de Calçoene teria diagnosticado um paciente com “virose bacteriana’.

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A informação acabou sendo divulgada no site Perito.med.br, que constantemente publica informações contra médicos cubanos. De acordo com a imagem da mensagem, o atendimento da médica Annelie Reguera Cuellar teria acontecido no dia 22 de abril e a pessoa teria sido pegado quatro dias de atestado por causa da doença. Veja a imagem e leia a mensagem:

CUBANADAS IMBECIS – A VIROSE “BACTERIANA”

Não preciso falar nada, apenas vejam o “atestado” da “médica”. São esses os melhores médicos do mundo, Padilha? São esses os mais preparados, Dilma?

A pedidos: Colegas pedem para explicar o erro aos leigos. É simples, apesar da maioria dos leigos já terem descoberto: Vírus e Bactérias não são a mesma coisa. São formas de vida completamente distintas, apesar de ambas terem poder infeccioso sobre outros organismos mais complexos, como o nosso. O termo “virose”, já batido, é uma forma simplista de se referir a um estado de doença causado por vírus, com sinais e sintomas clássicos que podem ou não também estar presentes em doenças bacterianas. Devido à enorme dificuldade em, na prática, se distinguir na fase aguda da doença o tipo de vírus causador, o termo “virose” ganhou fama e foi banalizado ao longo dos anos. Já as doenças bacterianas costumam ter alguns sinais próprios e são mais fáceis de se identificar laboratorialmente. Portanto, escrever “virose bacteriana” é uma contradição em termos. Só usaria tal termo quem nunca frequentou de fato uma Escola Médica. Essa é a denúncia – a pessoa que escreveu isso não é médica nem aqui nem na China.  

Em termos de explicação, o site está correto. Realmente, é impossível uma pessoa ter uma virose bacteriana. Mas será realmente que a médica cubana escreveu isso no receituário médico?

Tentamos procurar na internet algo sobre o assunto e sobre a médica. De fato, a médica citada no atestado médico trabalha em Calçoene e faz parte do Programa Mais Médicos. Ligamos na Prefeitura da cidade e conversamos com a Secretaria de Saúde. De acordo com informações que nos foram repassadas, o atestado realmente existiu. Mas ainda está sendo averiguado se o documento não foi fraudado.

É aí que está o furo da bala. Em uma análise da parte em que a palavra “virose bacteriana” foi escrita, nota-se, primeiramente, que a cor da caneta não é a mesma do receituário médico. Além disso, é possível perceber diferenças na grafia das letras “T”, “A”, “I” e, principalmente, a letra “S”. Fica claro que não foi a mesma pessoa que escreveu os trechos das palavras “Quatro Dias” e “Virose Bacteriana”. E a própria Secretaria de Saúde aponta que o caso é estranho.

Além disso, não é incomum aparecer casos falsos de erros médicos no Perito.med.br. Aqui no Boatos.org já desmentimos a história da médica cubana que foi obrigada a abortar pelo governo do Brasil. Sendo assim, até que se prove que realmente foi a médica cubana que escreveu “Virose Bacteriana” no documento, tudo não passa de um boato. Ainda mais em se tratando da fonte da notícia.

11 thoughts on “Boato: médica cubana faz diagnóstico de virose bacteriana no Amapá

  1. Bruno

    Tendo em vista que o vírus é um parasita e pode se hospedar, inclusive, em bactérias, por quê estaria errado diagnosticar virose bacteriana?

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  2. Eduardo

    Se o documento existe, está assinado e produziu efeitos legais perante a administração pública, o fato não é um boato, oras. Agora se a escrita de um ponto do atestado é diferente de outro ponto isso não prova nada, a única coisa que provaria a isenção da médica seria a comprovação de que a assinatura não é dela, caso contrário ela é responsável por ter assinado um documento em branco, ter delegado parte do preenchimento a outra pessoa ou simplesmente ter trocado de caneta durante a realização da consulta. Ponto negativo para o site, a conclusão apresentada mancha a credibilidade de um site que se diz investigativo.

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    1. EDSON BATISTA

      o problema é que um atestado medico de afastamento de um paciente do trabalho, não e necessário colocar a doença nem o CID da doença e sim somente a quantia dos dias do repouso. ai é que esta a farsa, pegaram o atestado e com uma outra caneta escreveram “virose bacteriana” pra denegrir o mais medicos. sinto muito mas não colou !!!!!

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  3. Maria

    Moro em BH e recentemente companhei minha avó numa consulta a um centro de saúde público, onde ele foi atendida por uma médica cubana. Desculpe dizer, mas ela foi diagnosticada com virose bacteriana. Então receio que o caso acima possa não se tratar de um boato.

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  4. Lilian

    Não ví diferença nenhuma nas letras, está na cara que foram escritas, pela mesma pessoa… não houve fraude!

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  5. Gabriel Abreu

    Esse site só está contribuindo pra disseminação de boatos e discussão. Se vocês não tem como provar que a letra foi falsificada então o boato não é mentiroso nem verdadeiro.

    Sério esse SITE decaiu tanto depois que começou a se envolver em briguinha partidária.

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  6. Erika

    O “a” da palavra Quatro e o primeiro “a” do Bacteriana foram escritos exatamente da mesma maneira. Eu escrevo meus “as” no meio da palavra diferentes dos “as” no fim das palavras. E a cor da tinha é a mesma. E depende das letras que antecedem o “i”, o “t”, “s”, “r”, também escrevo um pouco diferente, especialmente quando estão no final das palavras. As diferenças apontadas na grafia dizem muito pouco, quase nada.

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  7. Angelo Telesforo Malaquias

    Não sou grafólogo, mas não consegui ver tamanha diferença nas letras citadas. A grafia das letras varia de acordo com as letras que vêm antes e depois. Fácil, manda ela fazer o Revalida e compara a grafia da prova com a do atestado. Aproveita-se, altera-se a lei federal e institui-se uma prova para o exercício da medicina aos moldes da prova da OAB.

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  8. Jorge Eustaquio Cordeiro Machado

    Pelo que analizei a imagem não há indicio de manipulação digital nas palavras Virose Bacteriana, o que não descarta a manipulação digital já que há formas de a fazer sem deixar rastro também como pode ter sido escrito realmente no atestado a caneta, e discordo da parte em que fala que a cor da caneta é diferente pois não é.

    Somente uma analise grafotécnica poderia esclarecer isso.

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  9. Marco

    Eu entendo que o site se chama boato mas realmente não acredito que ninguém se deu conta que “virose bacteriana” foi escrito por outra pessoa. O “t” é diferente, o “a” é diferente, o “o” é diferente, o “i” é diferente, o “s” é diferente. E sobre tudo o atestado não precisa de CID, que é um código (e não a escrita toda) não obrigatório. Um atestado desses vem em branco, na parte baixa: a escrita foi acrescentada, com caneta. E o povo atrás. Preocupante falta do que fazer….

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  10. Gleice

    Se fosse só médicos cubanos, mas médicos totalmente brasileiros, formados em boas faculdades aqui do Brasil, deram este diagnostico e foi agora em setembro de 2014.

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