Em 2016, eu desejo mais juízo e menos boatos

By | 03/01/2016

Em 2015, a desinformação andou lado a lado com a informação. Por isso, se eu tenho alguma coisa para desejar a você em 2016 é juízo. Porque de boatos já estamos cheios. PS: texto feito inicialmente para o HuffPost Brasil

Se você é um leitor assíduo do HuffPost Brasil já deve ter percebido que desde o meio deste ano de 2015, desmentidos de boatos que circulam pela internet têm sido publicados por aqui. Estes textos fazem parte de uma parceria com o Boatos.org, site do qual eu sou editor. Hoje estou aqui para falar de como foi essa missão de desmentir boatos em um ano tão conturbado como 2015.

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Em 2016, eu desejo mais juízo e menos boatos

Em 2016, eu desejo mais juízo e menos boatos

Para quem não sabe, minha rotina no Boatos.org é a seguinte: acordo, vejo se há algum leitor mandou sugestão de boato. Se não tiver nada, dou uma procurada na internet para ver se há algo para desmentir. Em 2015, foram raras as vezes que tive que procurar por boatos. Por WhatsApp, por Facebook, em notícias… seja como for, a boataria saltou aos meus olhos.

Em 2015, os boatos na internet seguiram duas linhas: A primeira linha acompanhava os assuntos que bombavam na opinião pública. Enquanto se falava em protestos, a carta-renúncia de Dilma já “estava pronta”, uma guerra civil estava “prestes a acontecer” e até “Tiririca esteve próximo de ser presidente”.

Quando o prêmio da Mega-Sena saiu, a “fraude” veio à tona. Quando aconteceram os atentados Paris aconteceram, muita gente jurou que o “Brasil seria o próximo alvo”. Deu para ver que a desinformação caminhou lado a lado com a informação em 2015.

Os outros tipos de boatos faziam o caminho contrário. Uma mentira tirada do nada virou “verdade” e notícias tiveram que as desmentir. Foi o caso do “feijão contaminado com bicho”, do “cachorro que salvou criança de um aborto” e da “pílula que curava o câncer de um dia para o outro”.

Em comum nos dois tipos de boatos está a falta de cuidado que tivemos na internet. Assim como crianças que acreditam no Papai Noel, Homem do Saco ou que chinelo virado ao contrário mata a mãe (alguém lembra dessa?), compartilhamentos, protestamos e mudamos hábitos sem saber que estávamos formando a nossa opinião com base em mentiras.

E em 2016, o que esse humilde caçador de mentira espera? Infelizmente, espero um ano com mais boatos ainda. A turbulência política deve gerar mais teorias da conspiração, as Olimpíadas vão criar lendas urbanas e as Eleições vão gerar boataria vomitada por candidatos e robôs (humanos ou não) que os defendem. Por isso, se eu tenho alguma coisa para desejar a você em 2016 é juízo. Porque de boatos já estamos cheios.

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