Notícia falsa: Governo quer incluir Ritalina na merenda escolar

By | 16/04/2014
Boato diz que governo quer distribuir ritalina nas escolas

Boato diz que governo quer distribuir ritalina nas escolas

Boato – Projeto que tramita na Câmara dos Deputados deseja adicionar Ritalina, remédio tarja preta, na merenda escolar.

Você já ouviu falar na “droga da obediência? Bem, ela existe e se chama Ritalina. A substância geralmente é indicada no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Porém o uso indiscriminado do remédio que buscam “aumento de concentração, fez com que ela virasse produto de um boato. De acordo com a notícia, o remédio começaria a ser utilizado na merenda das escolas públicas.

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A história surgiu no site Diário Pernambucano. De acordo com o texto (que pode ser lido aqui) as crianças se comportariam melhor e consequentemente aumentariam seu desempenho escolar se tomassem o medicamento. Assim, seria possível criar uma geração de crianças obedientes, que estudassem muito, e que questionassem muito pouco. Leia o texto:

“A Ritalina, droga da obediência muito famosa nas mais tradicionais escolas brasileiras, está para se tornar componente obrigatório na merenda das escolas públicas. A ideia é do Deputado Júlio Santos do PPGI-RJ (Partido Progressista do Grande Irmão). A intenção é padronizar cabeças e dopar crianças para que estudem muito e questionem pouco. “Existe hoje a necessidade de criar uma cultura da obediência numa sociedade que se perdeu em excessos liberais. Assim evitamos agressões contra professores, cortamos esse papo de homossexualismo e nos prevenimos contra a presença de futuros adultos se rebelando contra políticos honestos. O lema é estudar mais, pensar menos”, afirma Santos. Segundo linhas do projeto, a ideia é ministrar 70 mg diários via oral diluídos nos sucos ou mesmo misturados aos alimentos. “Quiçá presente até nos bebedouros!”, afirma Júlio César Lombroso, diretor da Escola Estadual Emílio Guerra em Teresina no Piauí.”

A notícia alarmou muita gente e provocou grandes discussões sobre o uso da ritalina em crianças na idade escolar. O que essas pessoas não sabiam e outras ainda não sabem, é que a informação provém do “Diário de Pernambuco”, um site especializado em produzir notas sem fonte de informação. Ou seja, eles trabalham, como o próprio site informa “com verdades incômodas e com mentiras convenientes”.

Além disso, se você ler a matéria com mais atenção, perceberá que não existe um partido político chamado “Partido Progressista do Grande Irmão”.  E tem mais, é perceptível que as fontes de informação têm nomes fictícios, por exemplo, o nome do “farmacêutico” Marcel Hipocondreu Alves, faz referência à doença hipocondria, quando as pessoas crêem que possuem doenças graves, mesmo sem evidência médica.

Chegamos à conclusão de que toda a história é falsa. No entanto, mesmo se tratando de uma notícia falsa, é preciso se ater as “verdades incômodas” sobre o assunto. A ritalina não será inclusa na merenda escolar, mas o medicamento tem sido utilizado indiscriminadamente no Brasil, tanto que o país chega ser o segundo maior consumidor de ritalina no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Existem vendas ilegais pela internet, e o uso da medicação em festas ou para obter melhores resultados em provas ou no trabalho. E apesar do medicamento ser útil em alguns casos, há controvérsias sobre os seus efeitos colaterais.Tomar remédio sem prescrição médica é igual absorver informações falsas, você nunca pode prever o efeito e sua repercurssão.

3 thoughts on “Notícia falsa: Governo quer incluir Ritalina na merenda escolar

  1. Cleirismar

    Otimas observações, embora o texto seja uma ficção tem a intenção de provocar a reflexão do leitor!

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  2. Maria Thereza Azevedo

    É claro que é uma ficção e o próprio texto se revela como uma ficção, quando fala de Partido do Grande irmão, sobrenome de um personagem como Lombroso e outro Hipocondreu. É só ler direito.

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  3. Daniel

    O velho e bom ceticismo. Ótimo para não passarmos vergonha acreditando em qualquer coisa que cagam nos nossos ouvidos hoje em dia na internet.

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