Lorota: convidada de ménage à trois ganha reconhecimento de união estável

By | 07/10/2014
Mulher ganha reconhecimento de união estável após participar de mènage à tróis, diz boato

Mulher ganha reconhecimento de união estável após participar de ménage à trois, diz boato

Boato – Convidada de ménage à trois ganha reconhecimento de união estável na justiça após conviver por dois anos com casal.

Novamente a internet nos revela uma história dessas que deixam qualquer um impressionado. No Rio de Janeiro, um casal chamado Jussara Lourdes Marinho e Pedro Henrique Marinho, ambos de 42 anos, conheceram a estudante de medicina Ana Beatriz Dalfonso, de 23 anos, em uma casa de swing.

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Isso teria acontecido em março de 2008 e pouco depois dessa data, Ana Beatriz foi convidada para morar com o casal e viverem em um triângulo amoroso. Porém, em outubro de 2010, o casal descobriu que a estudante de medicina estava se relacionando com a filha do casal, de 17 anos, e cortaram as relações.

Porém (a história fica ainda mais bizarra), Ana Beatriz teria ido à justiça para exigir um reconhecimento de união estável com o casal. E, segundo as informações do site tramadopormulheres.com.br, o juiz reconheceu a união. Confira o texto na íntegra abaixo e leia nossa análise para saber a verdade por trás dessa história:

Ana Beatriz Dalfonso, 23 anos, estudante de medicina e moradora do bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro ganhou na justiça o direito de ter seus dois anos de relacionamento sexual/afetivo com o casal Jussara Lourdes Marinho e Pedro Henrique Marinho, ambos de 42 anos, reconhecido como união estável.

Ana Beatriz conheceu o casal Marinho em uma casa de swing em março de 2008 e desde então passou a dividir a cama do casal em experiências eróticas cada vez mais freqüentes e ousadas, até chegar ao ponto dela ser convidada para morar na cobertura que o casal possui em Ipanema.

O casal Marinho rompeu relações com Ana Beatriz em outubro de 2010 ao descobrir que a mesma estava se envolvendo com a filha do casal de apenas 17 anos. Ana Beatriz se defende dizendo que com a menor M.R.M. ela de fato possuía uma relação amorosa que extrapolava os limites exclusivamente eróticos que mantinha com o casal.

Oswaldo Nepomuceno Bryto, juiz da 13ª Vara de Família do fórum central do Rio de Janeiro, aponta em sua sentença que ‘o casal Marinho em concordância plena levou a jovem para dividir seus desejos, afetos e cotidianos. Custeou despesas médicas, acadêmicas e estéticas desta menina que trocou seu conto de fadas no interior pela aventura erótica de um casal de pervertidos. Nada mais justo que agora possa herdar o patrimônio construído durante os dois anos em que sua sexualidade foi tomada de forma terapêutica por esta família profanada’.

Quando desejar viver aventuras eróticas contrate profissionais, o amadorismo deste mercado está causando prejuízo e constrangimentos às famílias de bem de nosso país. Sacanagem é coisa séria.

Apesar de muitas pessoas acreditarem, como em comentários “Em que mundo é esse que meus filhos estão vivendo? Eu fiquei constrangida só de ler!”, a história não é verdadeira. O Blog do Branquinho já desmentiu essa história, ao procurar pelo assunto na internet e descobrir que um site apenas copiou o outro – sem indicar nenhuma fonte confiável.

Além disso, a mesma notícia saiu no Sacizento, um site de humor que trabalha com notícias falsas e usa como slogan “90% daqui é invenção. Só 10% é mentira”.Ao buscar pela foto divulgada com o texto, o único resultado no Google são textos com o mesmo conteúdo.

Ao buscar a imagem no Google com mais detalhamento, chegamos a uma página da noivas lá do Paquistão. A moça em questão não se chama Ana Beatriz Dalfonso e sim Sabia Asad e estava se casando com o Ali Asad.

Por fim, o próprio site da OAB-RJ desmentiu a notícia e afirma que o juiz Oswaldo Nepomuceno Bryto, citado na matéria, não existe. Então não restam dúvidas de que esse é só mais um dos absurdos que circulam na internet e ganham repercussão.

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