Informação errada: Interpol investiga fraude em jogos da Copa do Mundo 2014

By | 30/06/2014
Coordenador da Interpol no Brasil desmente investigação durante a Copa (Foto G1)

Coordenador da Interpol no Brasil desmente investigação durante a Copa (Foto G1)

Boato – Equipe da Interpol iniciou investigação no Brasil para alcançar grupos de manipulação de resultados nos jogos do Mundial de Futebol

A Copa do Mundo de Futebol começou no Brasil ao som de hino a capela e vaias de desaprovação ao governo. Criticada desde o princípio, a competição movimentou comentários durante quatro anos, sobre as falhas de organização do país sede, atrasos e fraudes.

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O dinheiro investido no evento foi o ponto forte de críticas contrárias e reclamações. Aí, em 12 de junho a Copa começou e salvo pequenas falhas (como a falta de comida nos estádios, ou a entrada de chilenos sem ingressos no Maracanã) tem ocorrido tudo nos conformes.

Mas, bem que dizem que ‘quando a esmola é muita o santo desconfia’ e então eis que surge mais um motivo para confusão e desconfiança: a Interpol estaria investigando casos de manipulação de resultados e apostas sobre outros lances, como faltas e escanteios, no Mundial do Brasil.

Esquemas de corrupção em competições esportivas são tão comuns que acreditar numa investigação internacional durante a Copa nem exige esforço ou ingenuidade em excesso. E para aumentar a pulga atrás da orelha, as falhas escancaradas dos árbitros se repetiram ao longo de toda a primeira fase da competição e já começaram nas oitavas (vide pênalti não marcado para o Brasil, gol do Hulk anulado e lances afins).

Confira o texto publicado pela Folha de S. Paulo, na íntegra:

O secretário-geral da Interpol (organização internacional que coopera com policiais de diversos países), Ronald Noble, disse à rede americana CNN que a instituição enviou uma equipe ao Brasil para investigar possível manipulação de partidas na Copa do Mundo.

‘Posso garantir que, agora, enquanto a Copa acontece, existem grupos de crime organizado trabalhando com apostas ilegais. Isso pode influenciar no resultado de um jogo ou no que acontece em campo, com suborno ou corrupção.’

Segundo ele, as apostas não seriam apenas sobre os resultados dos jogos, mas também sobre outros lances.

‘Um pênalti, qual equipe dá a saída de bola, para que é o primeiro escanteio… as pessoas apostam milhões nessas coisas. É assim que definimos o termo “manipulação” num jogo’, disse Noble.

Divulgado em diversos sites de notícia numa sexta-feira 13 (fatídico não?), o assunto repercutiu na imprensa nacional e chamou a atenção da Interpol que, no mesmo dia, convocou uma coletiva de imprensa para esclarecer o assunto. E falou que a informação sobre a investigação é falsa.

No tal esclarecimento, o coordenador da Interpol no Brasil, Luiz Eduardo Najeras desmentiu a possível investigação no mundial e justificou-se afirmando que a presença de uma equipe estrangeira no país foi para treinamento de prevenção a casos desse gênero, como manipulação e compra de jogos.

O fato é que Najeras afirmou que a imprensa interpretou errado o depoimento do colega norte-americano e que tudo se tratou de um mal entendido.  Portanto, boato, até que provem o contrário. Ou seja, essa é mais uma das histórias que povoam a Copa do Mundo.

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